Resultados falso-positivos para anticorpos em testes rápidos podem ser devidos à reação cruzada com outros coronavírus.

A vigilância epidemiológica baseada em detecção de anticorpos iniciou em vários países, mas existe a possibilidade de resultados falso-positivos devidos à reação cruzada entre anticorpos contra o SARS-CoV-2 e outros coronavírus causadores de gripe comum. Os autores realizaram o teste rápido com um kit comercial para IgM e IgG contra o SARS-CoV-2 em amostras de soro de 24 pacientes confirmados para COVID-19, sete pacientes com pneumonia causada por outros coronavírus e oito pacientes Continue a ler.

Será que o teste do RT-PCR é eficaz para detectar infecção em indivíduos assintomáticos?

Um artigo recém-disponibilizado na plataforma de preprints medRxiv (ainda não avaliado para publicação em revista científica) comparou a carga viral (quantidade de partículas virais) em pessoas com e sem sintomas. Ainda é pouco conhecida a relação entre a carga viral, a severidade da COVID-19 e o risco de transmissão. Os autores empregaram a definição operacional de carga viral, baseada na quantidade de RNA viral detectada na amostra do paciente por qRT-PCR. Em contraste com o que Continue a ler.

Ciência e tecnologia em épocas de COVID-19.

Tudo indica que o século XXI terá de renascer após a pandemia. Apesar dos imensos avanços da Ciência e da Tecnologia (C&T), a humanidade foi surpreendida por eventos há muito anunciados, mas nunca levados suficientemente a sério por autoridades de países desenvolvidos e emergentes. Ao não valorizar devidamente a C&T, que sofre constantes cortes de verbas e não é efetivamente tomada como prioridade, o Brasil fragilizará ainda mais o seu sistema de inovação. Um paradoxo flagrante, Continue a ler.

Pesquisadores brasileiros publicaram estimativa de subnotificação de COVID-19 no Brasil.

O número de casos confirmados de COVID-19 é o dado mais importante para que se possa compreender a evolução dessa doença. Contudo, a rápida disseminação da pandemia e o pequeno número de testes realizados tornam difícil estimar o número real de casos e provocam subnotificação em diferentes países. Neste trabalho, os pesquisadores estimaram que o número real de casos no Brasil foi cerca de 11 vezes maior do que o informado no período avaliado. Igualmente, ocorreu grande variabilidade Continue a ler.

QUEDA DAS NOTIFICAÇÕES DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: SUBNOTIFICAÇÃO OU MENOR PROCURA DA POPULAÇÃO?

Contribuição de Júlia dos Santos Barcellos (Biomédica formada pela UniRitter) Com o aumento de casos de pessoas contaminadas com o novo coronavírus SARS-CoV-2, o número de casos de outras doenças infecciosas, como a dengue, zika e chikungunya a partir da SE (Semana Epidemiológica) 12 tem apresentado uma queda brusca, de acordo com Boletim epidemiológico apresentado pelo Ministério da Saúde. Isso levantou a dúvida se era possível que a pandemia atual estivesse influenciando nestes Continue a ler.

Pesquisadores brasileiros concluem que a hidroxicloroquina não melhora o estado clínico de pacientes com COVID-19 leve a moderada.

O trabalho foi publicado por pesquisadores participantes da Coalisão COVID-19 Brasil, uma parceria entre diversos hospitais brasileiros e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), junto com o Ministério da Saúde. A Coalisão realiza pesquisas para avaliar a eficácia e segurança de medicamentos para pacientes com infecção pelo novo coronavírus. Foi realizado um estudo clínico randomizado para avaliar se a hidroxicloroquina, seja sozinha ou em combinação com azitromicina, Continue a ler.

Cloroquina e hidroxicloroquina impedem mesmo o coronavírus de entrar nas células do trato respiratório?

Contribuição do Dr. Ng Haig They, professor adjunto da UFRGS. Poucos medicamentos geraram tanta polêmica quanto a que temos visto recentemente com os antimaláricos cloroquina e hidroxicloroquina. Apesar de toda a politização, pouco ou quase nada tem sido falado a respeito dos mecanismos de ação destes compostos, conhecimento que é crucial quando se considera um possível reposicionamento destes fármacos como antivirais. Será que existe plausibilidade de mecanismo para considerar Continue a ler.

Curioso para saber quais os ambientes em que há mais relatos de transmissão de COVID-19?

Pesquisadores britânicos publicaram um artigo no qual juntaram informações da literatura sobre casos de COVID-19 para determinar o tipo de ambiente no qual a transmissão do SARS-CoV-2 é mais frequente, com ocorrência de grupos de indivíduos com a doença. Essa análise pode auxiliar na elaboração de estratégias pós-lockdown (isolamento completo), já que identifica locais que devem ser mantidos em vigilância e/ou podem permanecer fechados para evitar um reaparecimento da transmissão. Continue a ler.

O que ainda não sabemos sobre a COVID-19?

Continuando o tema do nosso post de ontem (21/07/2020), listamos agora o que ainda precisamos aprender sobre o novo coronavírus e a doença que ele causa. Os dois posts têm como fonte uma matéria publicada na ScienceNews. Seis meses é um tempo muito curto para termos aprendido tanto quando aprendemos sobre esse vírus. Mas ainda existe muito o que aprender. Algumas perguntas simplesmente precisam de tempo para serem respondidas. Por exemplo, ainda não é claro por que o novo vírus é Continue a ler.