Isso é o que nós já aprendemos após seis meses de COVID-19.

Esforços sem precedentes no estudo da COVID-19 possibilitaram que os cientistas aprendessem uma quantidade extraordinária de informações sobre o novo coronavírus em um curto período. Isso possibilitou a alteração de alguns dos pressupostos iniciais sobre a COVID-19. Nos primeiros dias da pandemia, foi reportado que o novo coronavírus não se transmitia facilmente de pessoa a pessoa. Em janeiro de 2020, ficou claro que o vírus passava de uma pessoa para outra, mesmo antes dos sintomas Continue a ler.

Por que a COVID-19 é tão única e tão familiar ao mesmo tempo?

A experiência de muitos pacientes de COVID-19 mostra que o novo coronavírus pode ser bastante imprevisível. Algumas pessoas têm uma doença debilitante, enquanto outras quase não se sentem doentes. Para algumas é uma doença principalmente respiratória, enquanto outras têm sintomas neurológicos, como perda de olfato. Pacientes podem desenvolver coágulos sanguíneos, adicionando sintomas vasculares à lista. Alguns pacientes lutam para voltar ao normal por muito tempo depois que ficaram Continue a ler.

Publicada sugestão de protocolo para admissão hospitalar de gestantes em tempos de COVID-19.

Médicos da Escola de Medicina da Universidade de Nápoles, Itália, publicaram um artigo relatando como a testagem para o SARS-CoV-2 vem sendo realizada em mulheres grávidas na sua instituição. Segundo o artigo, quase todos os pacientes com COVID-19 apresentam resultados positivos para IgG em 10 a 20 dias após o aparecimento dos sintomas, mas o valor clínico dessa testagem ainda não foi completamente elucidado. Quando são realizados testes rápidos de anticorpos, podem ocorrer os Continue a ler.

Na pandemia de COVID-19 no Brasil, vidas negras importam?

Pesquisadores da USP publicaram um comentário na revista The Lancet Global Health sobre um estudo pioneiro publicado na mesma revista no início de julho. Achados encontrados em outros países duramente atingidos pela COVID-19 têm sido confirmados no Brasil: as taxas de mortalidade da pandemia diferem por região geográfica e etnia, com impacto desproporcional para as populações negras e outras minorias étnicas. Com base nos dados de mortalidade por COVID-19 em hospitais do SIVEP-Gripe Continue a ler.

A obesidade parece ser fator de risco para formas severas de COVID-19.

O vírus SARS-CoV-2 utiliza como porta de entrada nas células hospedeiras a proteína ACE2. Essa proteína é expressa em vários órgãos além dos pulmões, como no tecido adiposo, coração, rins, intestino e vasos sanguíneos. A presença ampla de ACE2 no corpo humano e sua afinidade pela proteína Spike do novo coronavírus leva às múltiplas manifestações clínicas reportadas, como síndrome respiratória aguda, falência renal, problemas intestinais e trombose vascular disseminada. A Continue a ler.

A imunidade contra a COVID-19: Para além dos anticorpos.

Contribuição Dr. Tiago Veit (Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFRGS). A pandemia de COVID já fez mais de 70 mil vítimas no Brasil e não dá sinais de que vá terminar tão cedo. Além desse rastro de fatalidades, muitas pessoas infectadas estão lidando com sintomas persistentes associados à infecção, sem perspectiva certa de melhora (veja o post aqui). Para aqueles que tiveram a infecção e se curaram, ainda resta a dúvida: "estou imune? E por quanto tempo?". Continue a ler.

Estudo divulga a prevalência de anticorpos em doadores de sangue saudáveis no Rio de Janeiro.

É relevante saber a prevalência do SARS-CoV-2 entre pessoas assintomáticas por duas razões principais: 1) indivíduos saudáveis em áreas epidêmicas podem estar infectados e assintomáticos, ainda representando uma fonte significativa de transmissão; 2) a imunidade de rebanho indica a disseminação de uma infecção pela comunidade. Monitorando o seu nível, podemos nos guiar para futuras decisões sobre relaxamento das medidas de distanciamento social. A determinação da prevalência do Continue a ler.

Como desinfetar superfícies e objetos para diminuir o risco de transmissão do SARS-CoV-2?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preparou um guia sobre limpeza e desinfecção de superfícies no contexto da COVID-19. Preparamos um extrato para vocês: Como os outros coronavírus, o SARS-CoV-2 é um vírus envelopado com um envoltório lipídico frágil, que o torna mais suscetível a desinfetantes em comparação com os vírus não envelopados. A limpeza ajuda a remover patógenos e reduzir sua carga (quantidade) em superfícies contaminadas e é uma etapa inicial essencial em Continue a ler.

O fumo e a COVID-19

Durante a pandemia de COVID-19, foram feitas perguntas sobre a evolução clínica de fumantes, se eles eram igualmente susceptíveis à infecção e se a nicotina tem algum efeito biológico contra o SARS-CoV-2. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relato científico contendo uma revisão da literatura sobre o tema. Qual o risco de fumantes serem infectados pelo SARS-CoV-2? Não existem atualmente estudos que avaliem o risco de infecção pelo SARS-CoV-2 em fumantes. Qual Continue a ler.

Quais os critérios recomendados pela Organização Mundial da Saúde para a liberação dos pacientes de COVID-19 do isolamento?

Preparamos um extrato do documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) com orientações sobre a liberação dos pacientes do isolamento. Esses critérios se aplicam a todos os casos de COVID-19, independente da severidade da doença. Os critérios iniciais divulgados pela OMS em documento anterior requeriam que o paciente estivesse clinicamente recuperado e tivesse dois resultados negativos no RT-PCR em amostras sequenciais com pelo menos 24 horas de diferença. Como esses critérios não Continue a ler.