Preocupado com um tratamento para a COVID-19?

A comunidade científica está correndo atrás de tratamentos para a doença.

Em um editorial para a revista Travel Medicine and Infectious Disease, pesquisadores europeus fizeram uma revisão sobre o que está sendo feito para reposicionamento (utilização de medicamentos já aprovados para outras doenças) de medicamentos anti-malária e outras drogas contra a COVID-19.

Pesquisadores chineses demonstraram que o medicamento anti-malária cloroquina e seu análogo hidroxicloroquina inibiram o SARS-CoV-2 in vitro (em laboratório), sendo que a hidroxicloroquina foi mais potente. Pesquisadores franceses relataram que a hidroxicloroquina foi efetiva no tratamento de pacientes reais, especialmente em combinação com azitromicina, apesar do número de pacientes testado ter sido pequeno.

Agentes antivirais também estão sendo testados. Medicamentos de outras classes que já demonstraram ação contra o Ebola, o SARS-CoV (coronavirus causador da pandemia de 2002/2003) e o coronavírus causador da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) também estão sendo avaliados.

Também existem pesquisas ocorrendo atualmente com foco em descobrir compostos que inibam a entrada do SARS-CoV-2 (coronavirus causador da COVID-19) nas células.

A Organização Mundial da Saúde está liderando um estudo global para avaliar a eficácia de diferentes medicamentos e combinações de medicamentos no combate à COVID-19. A cloroquina e a hidroxicloroquina estão incluídas no painel de drogas que estão sendo testadas. Esse esforço mundial é necessário para termos protocolos mais robustos para tratamento da COVID-19.

NÃO É NECESSÁRIO PÂNICO. A COMUNIDADE CIENTÍFICA MUNDIAL ESTÁ TRABALHANDO EM CONJUNTO PARA CONSEGUIR UM PROTOCOLO DE TRATAMENTO CONFIÁVEL NO MENOR TEMPO POSSÍVEL.

FONTE: Schlagenhauf P, Grobusch MP, Maier JD, Gautret P, Repurposing antimalarials and other drugs for COVID-19, Travel Medicine and Infectious Disease (2020), doi: https://doi.org/10.1016/j.tmaid.2020.101658.

Você sabia que o SARS-CoV-2 tem potencial neuroinvasivo (capacidade de invadir células do sistema nervoso)?

Já é sabido que os coronavírus são potencialmente neuroinvasivos. A alta similaridade entre o SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, e o SARS-CoV, vírus que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave da pandemia de 2002/2003, faz com que coisas que aprendemos com o vírus de 2002/2003 possam ser sugeridas para o atual coronavírus.

Já foi demonstrada a presença das partículas virais do SARS-CoV (da doença de 2002/2003) no cérebro de cobaias, mas a rota exata pela qual o vírus invade o sistema nervoso central não é conhecida.

De fato, alguns pacientes infectados com o SARS-CoV-2 (da COVID-19) mostraram sinais neurológicos, como dor de cabeça, náusea e vômito. Um estudo feito com 214 pacientes de COVID-19 encontrou que 88% dos pacientes com sintomas severos tiveram manifestações neurológicas.

Os autores sugerem que essa capacidade neuroinvasiva pode ter algum papel na falência do sistema respiratório dos pacientes de COVID-19.

PRECISAMOS, URGENTEMENTE, DE MAIS ESTUDOS SOBRE ESSE VIRUS.

FONTE: The neuroinvasive potential of SARS-CoV2 may play a role in the respiratory failure of COVID-19 patients. Li YC, Bai WZ, Hashikawa T. J Med Virol. 2020 Feb 27. doi: 10.1002/jmv.25728.

Será que crianças pegam a COVID-19?

A resposta é SIM.

Foram avaliados 36 pacientes pediátricos (idades entre 0 e 16 anos) com diagnóstico confirmado de COVID-19 em três hospitais da China. A rota de transmissão foi por contato com um membro da família infectado e/ou exposição a um local com a epidemia.

Apesar de 17 crianças terem apresentado apenas sintomas leves (10 foram assintomáticas e sete apresentaram sintomas respiratórios leves), 19 tiveram sintomas clínicos característicos de pneumonia leve. Nenhum desses pacientes apresentou quadro clínico de doença severa.

Na admissão aos hospitais, os sintomas frequentes foram: febre e tosse seca. Outros sintomas mais infrequentes incluíram dor de garganta, congestão, dispneia (falta de ar), vômito e diarreia. O tempo médio de hospitalização foi 14 dias. Os pacientes permaneceram em quarentena por duas semanas após a cura (teste negativo para a presença do vírus).

Comparado com crianças com influenza H1N1, os pacientes pediátricos com COVID-19 tiveram menos sintomas respiratórios (tosse e congestão), mas pneumonia foi mais frequente.

VAMOS TOMAR CUIDADO COM NOSSAS CRIANÇAS!

FONTE: Clinical and epidemiological features of 36 children with coronavirus disease 2019 (COVID-19) in Zhejiang, China: an observational cohort study. Haiyan Qiu, Junhua Wu, Liang Hong, Yunling Luo, Qifa Song, Dong Chen. The Lancet Infectious Diseases March 25, 2020 DOI:https://doi.org/10.1016/S1473.

Depois de toda a polêmica das máscaras caseiras, será elas são realmente eficientes contra o SARS-CoV-2?

A lavagem das mãos e o uso de máscaras têm sido indicadas na luta contra o novo coronavírus. Em alguns países, as pessoas estão sendo encorajadas a fazer máscaras caseiras, mas é necessário saber se essas máscaras realmente protegem contra o vírus.

Neste trabalho os autores usaram o vírus da influenza aviária para mimetizar o SARS-CoV-2 e testaram três tipos de máscara.

Foi usado um nebulizador para produzir aerossóis (suspensão) contendo as partículas virais, que foram sugadas por um equipamento que mimetizava a respiração humana. O equipamento era recoberto com as máscaras para avaliar a sua eficiência em barrar o vírus.

A máscara N95 bloqueou praticamente todas as partículas virais, a máscara cirúrgica bloqueou 97% das partículas e a máscara caseira (produzida com tecido poliéster e contendo quatro camadas de papel toalha) bloqueou 95%. Dessa forma, os autores concluíram que a máscara caseira pode ser utilizada com segurança fora do ambiente hospitalar.

Como a água não está sempre disponível para lavarmos as mãos, os autores também testaram a eficiência de toalhas com desinfetantes para a limpeza das mãos. Eles constataram que toalhas umedecidas com sabão ou água sanitária (0,25%) foram capazes de remover a maioria das partículas virais da mão contaminada.

Os autores propõem uma abordagem simples para diminuir a velocidade da pandemia do novo coronavírus: as pessoas, quando estiverem fora de suas casas, devem usar as máscaras e desinfetar as mãos com algum produto para higiene das mesmas. Na falta de álcool gel, podem usar toalhas umedecidas em sabão ou água sanitária.

INSTRUÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASILEIRO PARA A CONFECÇÃO DE MÁSCARAS CASEIRAS.

FONTE: Potential utilities of mask wearing and instant hand hygiene for fighting SARS-CoV-2. Ma QX, Shan H, Zhang HL, Li GM, Yang RM, Chen JM. J Med Virol. 2020 Mar 31. doi: 10.1002/jmv.25805.

Como exatamente esse vírus veio parar no Brasil???

Pesquisadores brasileiros, junto com pesquisadores de várias outras nacionalidades, tentaram responder a esta pergunta.

Neste artigo os autores analisaram dados de viagens aéreas a partir de 29 países que haviam reportado casos locais de COVID-19 até o dia 05 de março. Para estimar as viagens realizadas entre fevereiro e março de 2020, os autores usaram dados de viagens aéreas feitas no mesmo período em 2019. Com os dados coletados, estimaram o número de viajantes potencialmente infectados que chegaram no Brasil.

Entre fevereiro e março de 2019, o Brasil recebeu 841.302 passageiros vindos de voos internacionais. São Paulo foi o destino de quase metade desses passageiros, seguido por Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mais de metade desses passageiros vieram dos EUA, seguido por França e Itália.

Apesar do grande número de passageiros provenientes dos EUA, os autores estimaram que 54,8% dos casos de COVID-19 importados vieram da Itália. Consistentemente com isso, pelo menos 48% dos casos reais importados reportaram viagem à Itália antes do aparecimento dos sintomas. O risco de importação de casos a partir da China foi pequeno (estimativa de 9,3% dos casos).

E PENSAR QUE 1) OS AEROPORTOS DE SÃO PAULO SÃO A PRINCIPAL CONEXÃO DO PAÍS PARA VÁRIAS OUTRAS CIDADES; E 2) ERA ÉPOCA DE CARNAVAL!!! É DE ARREPIAR…

FONTE: Routes for COVID-19 importation in Brazil. Candido DDS, Watts A, Abade L, Kraemer MUG, Pybus OG, Croda J, Oliveira W, Khan K, Sabino EC, Faria NR1. J Travel Med. 2020 Mar 23. pii: taaa042. doi: 10.1093/jtm/taaa042.

Mas, afinal, qual é o tempo de incubação do novo coronavírus antes dos sintomas da COVID-19 aparecerem?

Autores americanos e suíços analisaram informações sobre 181 casos confirmados de COVID-19 reportados entre 04 de janeiro e 24 de fevereiro de 2020. Todos os casos eram da China. Para cada caso, os autores anotaram a data da possível exposição ao vírus e do aparecimento dos sintomas. Com esses dados, fizeram estimativas sobre o tempo de incubação do vírus em pessoas que desenvolvem sintomas.

O tempo médio de incubação para a maioria dos infectados sintomáticos foi estimado entre 4 e 6 dias, mas 2,5% das pessoas podem desenvolver os sintomas em menos tempo (até dois dias após o contato com o vírus). Os autores estimam que, de cada 10 mil pessoas, 101 irão desenvolver os sintomas após o 14º dia da exposição ao vírus.

A compreensão do tempo de incubação do vírus é importante para a implementação de políticas de monitoramento de pacientes infectados.

ESTAMOS APRENDENDO CADA VEZ MAIS SOBRE ESSE VÍRUS.

FONTE: The Incubation Period of Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) From Publicly Reported Confirmed Cases: Estimation and Application. Lauer SA, Grantz KH, Bi Q, Jones FK, Zheng Q, Meredith HR, Azman AS, Reich NG, Lessler J. Ann Intern Med. 2020 Mar 10. doi: 10.7326/M20-0504.

Ouviram falar da infecção de COVID-19 no navio de cruzeiro Diamond Princess, que ficou em quarentena no Japão? Pois bem, é um modelo para estudo de proporção de portadores assintomáticos do vírus.

Logo após a chegada ao Japão, o navio foi colocado em quarentena porque um de seus passageiros testou positivo para o SARS-CoV-2, vírus responsável pela COVID-19.

O navio tinha 3.711 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Foram realizados testes periódicos para detectar a presença do vírus em 3.063 pessoas, das quais 634 apresentaram resultados positivos até o final da quarentena. Os passageiros infectados eram provenientes de 28 países diferentes.

Dos 634 casos confirmados, 306 apresentaram sintomas da COVID-19 e 328 foram assintomáticos. A proporção de indivíduos assintomáticos aumentou ao longo do tempo da quarentena: 16,1% no dia 13/02/2020, 31,2% em 16/02, 39,9% em 17/02, 45,4% em 18/02, e estabilizou em torno de 50% dos infectados a partir de 19/02.

Os autores japoneses comentam que a proporção de indivíduos assintomáticos é um parâmetro muito importante para orientação das políticas de saúde pública.

INCRÍVEL COMO A PROPORÇÃO DE INDIVÍDUOS ASSINTOMÁTICOS AUMENTA RÁPIDO! PREOCUPANTE, JÁ QUE ESSES INDIVÍDUOS PODEM TRANSMITIR O VÍRUS E AUXILIAR NA SUA DISSEMINAÇÃO.

FONTE: Mizumoto Kenji, Kagaya Katsushi, Zarebski Alexander, Chowell Gerardo. Estimating the asymptomatic proportion of coronavirus disease 2019 (COVID-19) cases on board the Diamond Princess cruise ship, Yokohama, Japan, 2020. Euro Surveill. 2020;25(10):pii=2000180. https://doi.org/10.2807/1560-7917.

É verdade que pode ter reativação do vírus causador da COVID-19 após o paciente ter sido considerado curado?

Os autores chineses analisaram 55 pacientes que tiveram pneumonia causada pela COVID-19. Dos 55 pacientes, cinco apresentaram reativação do vírus após terem recebido alta do hospital, o que equivale a 9% dos pacientes. Esses cinco pacientes tiveram resultados positivos para a presença do vírus entre quatro a 17 dias após terem apresentado resultados negativos.

Os cinco pacientes tinham idades entre 27 e 42 anos e nenhum tinha comorbidades (outras doenças associadas que são consideradas fatores de risco), como diabetes, hipertensão ou doença cardiovascular. Um deles tinha histórico de tuberculose. Nenhum dos pacientes desenvolveu pneumonia severa na reativação do vírus.

Os sintomas clínicos desses cinco pacientes foram similares ao relatado em pacientes sem reativação do vírus: febre, tosse, dor de garganta e fadiga. Isso significa que não há como diferenciar clinicamente os dois grupos.

Os autores mencionam que ainda temos questões urgentes a serem respondidas, como quais os fatores de risco associados a uma possível reativação da doença. De qualquer forma, é preocupante o fato de pacientes recuperados poderem ainda ser portadores do vírus. Por fim, os autores sugerem que pacientes recuperados sejam testados para a presença do vírus durante um período de tempo maior.

NESSES TEMPOS EM QUE COMEÇAMOS A DISCUTIR A VOLTA ÀS ATIVIDADES DE PESSOAS QUE JÁ TIVERAM A COVID-19, ESSES DADOS DEVEM SER LEVADOS EM CONTA.

FONTE: Clinical characteristics of severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 reactivation. Ye G, Pan Z, Pan Y, Deng Q, Chen L, Li J, Li Y, Wang X. J Infect. 2020 Mar 20. pii: S0163-4453(20)30114-6. doi: 10.1016/j.jinf.2020.03.001.

Será que mulheres grávidas precisam ter mais preocupação com a COVID-19 do que o resto da população?

Uma análise de 38 mulheres grávidas diagnosticadas com COVID-19 na China dá algumas dicas importantes sobre isso e tenta responder se o vírus pode ser transmitido da mãe para o feto, como já se sabe que ocorre em outras viroses.

A idade das mães variou entre 26 e 40 anos e elas estavam no terceiro trimestre de gravidez quando desenvolveram a COVID-19. Nenhuma desenvolveu pneumonia severa ou foi a óbito.

Apesar das mulheres terem parido 39 bebês (dois eram gêmeos), os pesquisadores conseguiram informações detalhadas para apenas 30 deles. Entre esses 30 bebês, nenhum foi diagnosticado com infecção pelo vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19.

Quando as placentas foram testadas, o resultado também foi negativo para presença do vírus.

Apesar de, aparentemente, não haver transmissão maternal-fetal do SARS-CoV-2, há relato na literatura de um bebê de 17 dias ter sido diagnosticado com o coronavírus após contato com duas familiares infectadas (a mãe e a avó) e de um neonato ter sido diagnosticado 36 horas após o parto.

Para finalizar, os autores mencionam que uma missão da Organização Mundial da Saúde que visitou a China durante a epidemia de COVID-19 naquele país concluiu que as mulheres grávidas não possuem maior risco de desenvolver doença severa por COVID-19 que o resto da população.

COM CERTEZA ESSE É UM TEMA QUE IRÁ SER ANALISADO PELA COMUNIDADE CIENTÍFICA MUNDIAL.

FONTE: An Analysis of 38 Pregnant Women with COVID-19, Their Newborn Infants, and Maternal-Fetal Transmission of SARS-CoV-2: Maternal Coronavirus Infections and Pregnancy Outcomes. Schwartz DA. Arch Pathol Lab Med. 2020 Mar 17. doi: 10.5858/arpa.2020-0901-SA.

Você já se perguntou quanto tempo uma pessoa com infecção assintomática pelo SARS-CoV-2 pode carrear o vírus?

Antes de mais nada, precisamos ter em mente que estamos aprendendo diariamente sobre esse vírus e a COVID-19. Estão começando a aparecer artigos na literatura científica, a maioria deles sobre casos chineses. Apesar da infecção em outros países poder ter características diferentes, a experiência chinesa é interessante para todos.

Sabe-se que há um grande número de carreadores assintomáticos (pessoas que têm o vírus, mas não apresentam sintomas) e pessoas com sintomas leves, que podem continuar em suas atividades normais por não saberem que estão infectadas. Segundo pesquisadores chineses, é importante identificar e isolar essas pessoas para conter a disseminação do vírus.

Os autores analisaram 24 pessoas com infecções assintomáticas na China, selecionadas entre contatos de pessoas diagnosticadas com COVID-19. As idades variaram entre cinco e 95 anos. Todos foram admitidos a um hospital chinês para avaliação. Das 24 pessoas, apenas cinco desenvolveram sintomas leves da COVID-19 durante o estudo. Terapia antiviral foi administrada para 21 das 24 pessoas. Nenhuma desenvolveu quadro severo da doença.

O tempo entre o primeiro teste molecular positivo para o vírus e o primeiro teste com resultado negativo, significando que a pessoa potencialmente não tinha mais a infecção, foi de um a 21 dias após o início da avaliação no hospital. Em sete dessas pessoas, o teste molecular para detecção do coronavírus voltou a ficar positivo após ter dado resultado negativo. As pessoas só tiveram alta do hospital após dois testes negativos consecutivos.

Em um dos casos, os pesquisadores relataram evidência de transmissão do vírus entre o paciente assintomático e sua família.

Apesar de algumas limitações desse estudo (número baixo de pacientes assintomáticos testados, entre outras), os autores chamam a atenção para o longo tempo encontrado em alguns pacientes para a obtenção de resultados negativos para o vírus.

PREOCUPANTE, NÃO É?

FONTE: Hu, Z., Song, C., Xu, C., Jin, G., Chen, Y., Xu, X., Ma, H., Chen, W., Lin, Y., Zheng, Y., et al. (2020). Clinical characteristics of 24 asymptomatic infections with COVID-19 screened among close contacts in Nanjing, China. Sci China Life Sci 63, https://doi.org/10.1007/s11427-020-1661-4.