Levedura domesticada fazendo cerveja?

Os sinais mais claros de domesticação em microrganismos ocorrem nas leveduras usadas na produção de cerveja. As leveduras cervejeiras são coletadas e reutilizadas na próxima batelada. Isso resulta em uma seleção dentro do ambiente da cervejaria. Os autores discorrem sobre duas espécies de leveduras cervejeiras que tiveram rotas diferentes para domesticação. Saccharomyces cerevisiae é a principal levedura na produção de cerveja do tipo ale. As cepas cervejeiras de S. cerevisiae possuem Continue a ler.

Pesquisadores propuseram um modelo da resposta imunológica contra o SARS-CoV-2. Não perca esse post.

A pandemia de COVID-19 escandaliza pela rapidez com que atingiu o mundo inteiro e pelo alto número de vítimas que deixa por onde passa. Outro fato que escandaliza a população, médicos e pesquisadores é a sua alta variabilidade na apresentação clínica, que pode variar desde uma infecção assintomática até quadros gravíssimos que acabam por levar as pessoas ao leito da UTI e, eventualmente, ao óbito. Ainda estamos tentando assimilar esses fatos e, aos poucos, vamos começando a ter Continue a ler.

Quer saber como é a resposta imune do hospedeiro à infecção pelo SARS-CoV-2?

A resposta fisiológica a uma infecção viral é geralmente iniciada após a replicação (multiplicação) do vírus. Assim que o vírus entra na célula, a célula infectada detecta a presença de replicação viral através de receptores de reconhecimento de padrões (PRR, na sigla em inglês), que são proteínas capazes de reconhecer os padrões moleculares associados aos patógenos. Os PRR reconhecem o RNA formado pela replicação viral e ativam a resposta celular ao vírus. Há dois Continue a ler.

Vocês já ouviram sobre a controvérsia do SARS-CoV-2 ter sido criado em laboratório? Pois bem, encontraram um coronavírus de morcego que prova que alterações genéticas do SARS-CoV-2 ocorrem na natureza…

Pesquisadores coletaram amostras de 227 morcegos na província de Yunnan, na China. As amostras tiveram o metagenoma (genoma da microbiota total associada) sequenciado e foi encontrado um novo coronavírus (denominado RmYN02) com sequência genética similar ao SARS-CoV-2. Os cientistas compararam o genoma do novo coronavírus ao do SARS-CoV-2 e viram que, apesar da alta identidade genética entre os dois vírus (>93%), a sequência da proteína de ligação ao receptor da célula hospedeira Continue a ler.

Será que óleos essenciais de plantas podem ajudar no tratamento da COVID-19?

Óleos essenciais (compostos aromáticos voláteis extraídos de plantas) têm se mostrado promissores contra vários vírus patogênicos ao homem, incluindo a influenza. Pesquisadores do Pará, em conjunto com pesquisadores americanos, formularam a hipótese de que componentes de óleos essenciais poderiam interagir com proteínas do SARS-CoV-2. Por análise computacional, 171 componentes de óleos essenciais foram testados contra várias proteínas virais. Apesar dos resultados não terem Continue a ler.

Quer saber sobre importação de casos de COVID-19 e transmissão local no Brasil?

O Brasil é o país com maior número de casos confirmados na América Latina. Pesquisadores brasileiros e britânicos analisaram a sequência genética e investigaram o padrão de transmissão dos seis primeiros casos confirmados de COVID-19 no Brasil. Quatro dos seis pacientes tinham viajado de países europeus, especialmente Itália, para a cidade de São Paulo, caracterizando a importação dos casos. Foi verificado que houve múltiplas introduções do vírus nessa fase inicial no Brasil. Continue a ler.

Pesquisadores brasileiros calcularam quando será o pico da pandemia na cidade de São Paulo.

Pesquisadores de uma universidade de São Paulo publicaram uma carta ao editor da revista Travel Medicine and Infectious Disease com uma estimativa temporal para o pico da COVID-19 naquele estado. A pandemia da COVID-19 emergiu em São Paulo em 26 de fevereiro de 2020, quando um homem de 61 anos, proveniente da Itália, apresentou Síndrome Respiratória Aguda Grave. Em 13 de março começou a transmissão comunitária em São Paulo e no Rio de Janeiro. A partir desse ponto, os casos confirmados Continue a ler.

Pesquisadores brasileiros também estão no encalço das células T.

Cientistas da FIOCRUZ publicaram um artigo na revista Cellular Immunology levantando questões de imunidade relacionadas à COVID-19: 1) Por que algumas pessoas infectadas apenas têm sintomas leves ou são assintomáticas?; 2) Por que a resposta fraca de anticorpos está associada com uma pior evolução da doença?; 3) Por que a positividade nos testes moleculares não representa presença de anticorpos protetores? Já se descobriu que o SARS-CoV-2 induz um retardo na via de ativação das Continue a ler.

Olhem só que interessante: pessoas não infectadas pelo novo coronavírus podem apresentar imunidade residual resultante da exposição a outros vírus gripais…

Células do nosso sistema imunológico denominadas células T nos ajudam a lutar contra alguns vírus. Dois estudos revelaram que pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 apresentam células T que possuem como alvo o vírus da COVID-19. Os dois estudos também encontraram que algumas pessoas que nunca se infectaram com o SARS-CoV-2 podem apresentar essas mesmas células, presumivelmente porque já teriam sido infectadas por outros coronavírus anteriormente. Usando ferramentas de bioinformática, Continue a ler.

Mais lições da História…

Da Doença dos Legionários nos anos 1970 à AIDS, Ebola, SARS e COVID-19, as doenças contagiosas continuam a ameaçar as populações humanas. Uma estrutura arquetípica de uma epidemia tem três atos. Os primeiros sinais são sutis e os cidadãos tendem a ignorar que algo está acontecendo até que a aceleração da doença e as mortes forçam esse reconhecimento. O reconhecimento inicia o segundo ato, no qual as pessoas pedem e oferecem explicações, gerando respostas públicas que fazem Continue a ler.