O que a história das pandemias pode nos ensinar?

No início do século XX, pelo menos 20 milhões de pessoas morreram por causa da gripe espanhola de 1918 (causada pelo vírus influenza H1N1), mais mortes do que as ocorridas entre as tropas na 1ª Guerra Mundial.   A gripe espanhola teve três ondas. A primeira, na primavera de 1918, foi moderada, mas se disseminou rapidamente. A segunda onda ocorreu no outono de 1918 e foi muito severa e destrutiva, sendo seguida pela terceira onda na primavera de 1919, intermediária entre as duas anteriores Continue a ler.

Você sabe por que o SARS-CoV-2 consegue se disseminar tão facilmente entre as pessoas?

São conhecidas atualmente dúzias de cepas de coronavírus, das quais sete infectam humanos: quatro delas causam gripes comuns e as três restantes são mais letais (SARS-CoV, que causou a SARS, a MERS-CoV, que causa a Síndrome Respiratória do Oriente Médio, e o atual SARS-CoV-2, causador da COVID-19). Enquanto os quatro coronavírus que causam gripe comum infectam o trato respiratório superior, o SARS-CoV e o MERS têm mais sucesso em infectar as células pulmonares. O SARS-CoV-2, infelizmente, Continue a ler.

Será que as crianças devem usar máscaras durante a pandemia?

Diferentemente dos adultos e idosos, crianças infectadas tendem a ter sintomas leves que não requerem intervenção médica. Frequentemente, esses casos pediátricos nem são diagnosticados como COVID-19, mas podem contribuir para a disseminação do vírus. Tem sido sugerido que pessoas saudáveis usem máscara quando saírem de casa, mas proteger as crianças com máscara pode não ser fácil. É recomendado que crianças menores que 2 anos não usem nenhum tipo de máscara porque podem Continue a ler.

O que o receptor ACE2 pode nos dizer acerca da capacidade eficiente de transmissão do SARS-CoV-2 entre os seres humanos?

O tropismo do SARS-CoV-2 pelo sistema respiratório é sustentado pelo acoplamento do vírus à proteína ACE2, que é o receptor para a entrada da partícula viral na célula. A ACE2 é expressa nas células epiteliais respiratórias e de outros órgãos, e a interação vírus – célula hospedeira é mediada pela proteína da espícula (Spike – S), presente nos coronavírus. Essa família de vírus usa diferentes partes da proteína S para interagir com receptores específicos nas células Continue a ler.

Qual o papel das publicações científicas na pandemia de COVID-19?

A atual pandemia de COVID-19 tem levantado várias questões, como a identificação dos indivíduos infectados, implementação de medidas não farmacológicas, tratamentos e vacinas. Uma questão que tem recebido menos atenção é a necessidade de dados científicos acurados e confiáveis, além de sua rápida disseminação. Atualmente, nós temos uma situação em que a motivação política e a voz dos influenciadores digitais não asseguram a informação científica acurada. A promoção Continue a ler.

Será que o acompanhamento de pacientes recuperados da COVID-19 é necessário?

No meio de abril, quando o artigo que estamos comentando foi escrito, a Organização Mundial da Saúde declarava 1.914.916 casos de COVID-19, dos quais 501.758 haviam se recuperado. Sabe-se que cerca de metade dos pacientes recuperados de infecções brandas podem ainda carrear o SARS-CoV-2. Cientistas sugeriram o acompanhamento dos pacientes curados com realização de testes para detecção do RNA viral. Uma proporção significativa de pacientes que sobrevivem à COVID-19 pode ter problemas Continue a ler.

O que será que vai acontecer na Europa?

Existem muitos estudos na literatura sobre a disseminação da COVID-19 na China, mas a Europa se tornou o epicentro da pandemia logo em seguida. A taxa de mortalidade na China foi de 4%, contra 13% na Itália, 11% na Espanha e 15% na França. Analisando dados correspondentes ao período de 21 de fevereiro a 15 de abril de 2020 por modelagem matemática, estimou-se a tendência de disseminação da doença nesses países. Esses dados são cruciais para a alocação de recursos médicos e regulação Continue a ler.

Pesquisadores relatam que a temperatura altera a transmissão da COVID-19 em cidades brasileiras.

Uma questão muito importante sobre a disseminação da COVID-19 é se os fatores climáticos permitem uma maior expansão do vírus. A maioria dos estudos com essa abordagem foi realizada em países não tropicais. O território brasileiro permite a comparação entre regiões com clima quente e regiões temperadas. Para tanto, os autores brasileiros correlacionaram as temperaturas médias anuais e o número de casos confirmados de COVID-19 em 27 capitais brasileiras entre 27 de janeiro e 01 de Continue a ler.

Será mesmo que a COVID-19 não traz riscos maiores para mulheres grávidas?

Sabe-se que as mulheres grávidas possuem adaptações imunológicas necessárias para tolerar o feto durante a gestação, predispondo as gestantes a infecções virais. Nas pandemias de influenza H1N1 de 2009 e SARS em 2002/2003, foi visto que as grávidas tinham maior risco de pneumonia severa, necessidade de ventilação mecânica e óbito em comparação com mulheres não gestantes em idade reprodutiva. Pesquisadores chineses compararam o curso clínico da COVID-19 em 28 mulheres grávidas Continue a ler.

Será que a obesidade é o calcanhar de Aquiles da COVID-19?

Até o momento não existem dados na literatura reportando que pessoas com obesidade possuem maior risco de contrair COVID-19. Porém, a obesidade é um fator conhecido de aumento de risco de desenvolvimento de formas severas de falência respiratória. No Reino Unido foi observado que 72,1% dos pacientes confirmados com COVID-19 estavam acima do peso ou eram obesos. A obesidade representa um estado de inflamação crônica que contribui para o aparecimento de doenças metabólicas e torna o Continue a ler.