Infecção intestinal por SARS-CoV-2 faz pacientes retornarem ao hospital após o quadro de pneumonia ter resolvido.

Apesar da maioria dos estudos sobre a COVID-19 focar no sistema respiratório, pesquisadores chineses alertam que o sistema digestório é o principal órgão infectado em alguns pacientes de COVID-19. O receptor ACE2, que o SARS-CoV-2 usa para entrar nas células, está presente em células intestinais. Os autores relatam os casos de três pacientes que haviam recebido alta hospitalar, mas foram readmitidas devido à persistência de infecção intestinal. Caso 1: Uma mulher de 41 anos Continue a ler.

Você sabe qual é a acurácia (exatidão) dos testes para COVID-19 disponíveis no Brasil?

Pesquisadores brasileiros avaliaram a acurácia de 16 testes comerciais para COVID-19 disponíveis no Brasil, registrados no portal da ANVISA, analisando as informações fornecidas pelos fabricantes. Os 16 testes foram classificados em testes para detecção de anticorpos IgM/IgG (11 testes), detecção de RNA viral (3 testes) ou detecção de antígenos do SARS-CoV-2 (2 testes). Os testes de detecção do RNA viral por RT-qPCR (PCR em tempo real) são o padrão-ouro para diagnóstico de COVID-19 Continue a ler.

Depois que o furacão passa, fica mais fácil entender a pandemia…

Cientistas chineses estabeleceram um método para estimar as taxas instantâneas de mortalidade (número de mortos dividido pelo número de casos confirmados) e de cura (número de curados dividido pelo número de casos confirmados) para a COVID-19. Eles coletaram informações de mais de 82 mil casos registrados pelas autoridades chinesas e avaliaram curas e óbitos em relação à data do diagnóstico. Os primeiros casos confirmados na China foram em 08 de dezembro de 2019. O percentual de Continue a ler.

Será que podemos confiar em estimativas de infecção pelo SARS-CoV-2 baseadas em testes de anticorpos em larga escala?

A gente ouve muito falar que esses testes em larga escala são essenciais para que nossos governantes saibam como agir em relação à pandemia de COVID-19. Uma publicação na seção de notícias da revista Nature levanta alguns questionamentos em relação a estes testes. A publicação comenta sobre um estudo publicado no medRxiv, uma plataforma que disponibiliza artigos completos antes da avaliação necessária para uma publicação formal em revista científica. Nesse estudo, resultados Continue a ler.

Médicos paulistas divulgaram uma esperança no tratamento da COVID-19. Interessado?

O artigo foi divulgado na plataforma medRxiv, que distribui artigos completos na área de saúde, ainda não publicados oficialmente. Apesar do site alertar que os artigos divulgados ainda não foram avaliados pelos pares (processo de avaliação de artigos científicos para publicação) e, portanto, não devem ser considerados para aplicação clínica nem divulgados pela mídia como informações estabelecidas, a plataforma é um veículo importante de divulgação de novidades na área de saúde. Sabe-se Continue a ler.

Infecções secundárias em pacientes de COVID-19 hospitalizados? Será possível?

Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia, em uma carta ao editor da revista Travel Medicine and Infectious Disease, relatam a preocupação com a COVID-19 e infecções associadas às hospitalizações (IAH). O impacto do desenvolvimento dessas infecções em pacientes com COVID-19 é desconhecido. Essa situação é mais preocupante devido ao alto índice de IAH e resistência aos antimicrobianos no Brasil. É estimado que de cada 100 pacientes hospitalizados em países em desenvolvimento, Continue a ler.

O que é urgente e necessário para subsidiar as políticas de enfrentamento da pandemia de COVID-19 no Brasil?

Pesquisadores da Fiocruz, da Fundação Getúlio Vargas e diversas universidades do país escreveram um editorial para a Revista Brasileira de Epidemiologia. A pandemia por Covid-19 representa um dos maiores desafios sanitários desse século. O insuficiente conhecimento científico sobre o novo coronavírus, sua alta velocidade de disseminação e capacidade de provocar mortes em populações vulneráveis geram incertezas quanto à escolha das melhores estratégias a serem utilizadas para o Continue a ler.

Você acha que a resposta do Brasil à COVID-19 não está coordenada? Veja só o que diz esse artigo.

A COVID-19 foi declarada uma emergência de saúde pública de interesse internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 30 de janeiro de 2020. Este tipo de emergência requer uma resposta coordenada. Centros de Operação Emergenciais monitoram e analisam dados epidemiológicos e relatos de várias fontes com o objetivo de dar suporte aos governantes para tomadas de decisão. O Centro de Operação Emergencial brasileiro foi ativado em 22 de janeiro, com alerta nível 1 (sem casos Continue a ler.

Começam a ser publicados trabalhos de pesquisadores brasileiros sobre a COVID-19. Quer saber?

A pesquisa de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil é feita para caracterizar a circulação dos vírus influenza e outros vírus respiratórios. A COVID-19 foi detectada no Brasil na 9ª semana epidemiológica (as semanas epidemiológicas são contadas de domingo a sábado, iniciando em janeiro) e o teste para o SARS-CoV-2 foi introduzido no painel de vírus respiratórios testados na 12ª semana epidemiológica. Pesquisadores brasileiros investigaram o padrão de hospitalizações Continue a ler.

Quais são os fatores que influenciam o surto de COVID-19 na América Latina?

A América Latina tem várias especificidades que podem influenciar o rumo da pandemia de COVID-19. Tomando o Brasil como termômetro, temos lidado com surtos sazonais de infecções virais, como dengue, zika, etc. Será que podemos ter imunidade cruzada por causa dos anticorpos produzidos contra esses outros agentes virais? Embora ainda não exista vacina contra o SARS-CoV-2, sabe-se que a eficiência da vacina para influenza é diminuída pela infecção com parasitas helmintos. Considerando Continue a ler.