Quer saber como é a pesquisa que está sendo liderada pela Universidade Federal de Pelotas sobre a COVID-19 na população brasileira? Veja esse protocolo publicado para a população gaúcha.

Estimar o percentual de infectados na população em geral é especialmente relevante no caso da COVID-19 pelo fato de que se estima que mais de 60% das pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 apresentem sintomas leves ou até nenhum sintoma, mas podem transmitir a doença. No âmbito deste projeto, serão realizados inquéritos sorológicos repetidos de base populacional em nove municípios sentinela gaúchos, com delineamento baseado em recomendações da OMS. Em cada município sentinela, 50 Continue a ler.

Estudo analisa o risco de disseminação da COVID-19 em municípios do interior do estado de São Paulo.

São Paulo é o estado mais populoso do Brasil, com 44 milhões de habitantes, sendo que metade dessas pessoas moram na região metropolitana da capital. Estudos preliminares demonstraram que a estratégia de distanciamento social diminuiu a transmissão do SARS-CoV-2 na região metropolitana, porém os dados de mobilidade populacional, monitorados por meio de celulares, detectaram que a adesão ao distanciamento social é menor nos municípios do interior do estado. Pesquisadores da UNESP conduziram Continue a ler.

Poderíamos desenhar e construir nossas cidades de forma a impedir a disseminação do SARS-CoV-2 e outros vírus?

As epidemias sempre transformaram nosso ambiente construído por causa do medo da infecção. Por exemplo, a estética clean pode ser parcialmente atribuída à tuberculose. Os arquitetos desenharam os ambientes a partir de preocupações com os efeitos curativos da luz, do ar e da natureza. Essas construções incluíram grandes janelas, varandas, superfícies que não acumulam poeira e pintura branca, enfatizando a sensação de limpeza. Será que a era pós-pandemia irá gerar um novo conceito Continue a ler.

Será que a maior suscetibilidade de idosos à COVID-19 está relacionada à resposta imunológica desses indivíduos?

Em uma carta ao editor da revista GeroScience, pesquisadores de vários países argumentaram que pouca atenção tem sido dada à ligação entre a imunossenescência (deterioração do sistema imunológico produzida pelo envelhecimento) e a alta taxa de mortalidade entre idosos. Provavelmente esse fenômeno é multifatorial. Por exemplo, indivíduos idosos com COVID-19 severa têm maior prevalência de comorbidades. O acúmulo progressivo de células senescentes pode ter um papel na vulnerabilidade Continue a ler.

Avaliação por RT-PCR e anticorpos demonstra a importância da quarentena precoce para indivíduos assintomáticos.

Apesar do reduzido número de indivíduos testados, um trabalho de pesquisadores chineses traz algumas considerações bem interessantes sobre a dinâmica de replicação do vírus SARS-CoV-2 e as respostas de anticorpos específicos contra o vírus. Foram avaliados 21 pacientes de um hospital chinês, confirmados por RT-PCR, sendo 11 com COVID-19 não severa, cinco com COVID-19 severa e cinco casos assintomáticos. Foram analisadas amostras sequenciais de suábe de garganta e anal por RT-PCR Continue a ler.

É possível haver reinfecção pelo SARS-CoV-2?

Apesar de ainda não ser possível investigar as reinfecções pelo SARS-CoV-2 por conta do pouco tempo de aparecimento da COVID-19, um estudo publicado na plataforma de preprints medRixv, ainda não avaliado para publicação em revistas científicas, propõe estudar a reinfecção por outros coronavírus como modelo para o SARS-CoV-2. Existem quatro espécies de coronavírus que causam a gripe sazonal: HCoVNL63, HCoV‐229E, HCoV‐OC43 e HCoV‐HKU1. Os pesquisadores acompanharam 10 indivíduos Continue a ler.

Estudo observa três tipos de soroconversão na COVID-19: IgM e IgG simultâneos, IgM antes de IgG e IgG antes de IgM.

Pesquisadores chineses publicaram um estudo com 285 pacientes com COVID-19 que estavam em três hospitais na China, sendo 39 em condição severa ou crítica. Amostras de soro sequenciais estavam disponíveis para 70 desses pacientes. Todos os pacientes tiveram a infecção confirmada por RT-PCR. IgG e IgM contra o SARS-CoV-2 foram testados com kits MCLIA (Magnetic Chemiluminescence Enzyme Immunoassay). Todos os pacientes apresentaram IgG específico para o SARS-CoV-2 depois de aproximadamente Continue a ler.

Nota técnica da ANVISA sobre acurácia dos testes para COVID-19.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanítária) publicou uma nota técnica sobre acurácia dos testes diagnósticos para a COVID-19 registrados no Brasil. Preparamos um extrato do documento para vocês. Após o levantamento dos testes diagnósticos registrados na ANVISA, foram realizadas buscas nos sites dos fabricantes, nos manuais técnicos dos produtos diagnósticos e na literatura científica para compilar dados de desempenho desses testes. Foram encontrados 64 produtos diagnósticos Continue a ler.

Veja o documento que a ANVISA preparou para esclarecer dúvidas sobre os testes para COVID-19.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanítária) publicou um documento com perguntas e respostas sobre testes que podem ser utilizados para a Covid-19. Preparamos um extrato do documento para vocês. 1- O que são testes para Covid-19? Que tipo de amostra é usada nos testes? Os testes para Covid-19 podem identificar: a) anticorpos, ou seja, uma resposta do organismo quando este teve contato com o vírus, recentemente (IgM) ou previamente (IgG); ou b) material genético (RNA) Continue a ler.

Especialista americano em testes sorológicos responde sobre anticorpos para a COVID-19.

O texto a seguir é um extrato da entrevista concedida pelo Dr. Norman Sharpless, especialista em testes sorológicos, ao Dr. Francis Collins, diretor do National Institutes of Health (NHI), EUA, sobre a testagem de anticorpos para a COVID-19. Collins: O que são anticorpos? Sharpless: São proteínas que nosso corpo produz em resposta a uma bactéria ou vírus. Os anticorpos podem permanecer durante um tempo; quanto tempo exatamente é um tópico de extremo interesse, especialmente durante Continue a ler.