Manual de rotinas e procedimentos de indexação do SBUFRGS

1 Padronização de entradas de assunto #

Para padronizar as entradas de assunto no SBUFRGS, foram definidas as seguintes regras:

1.1 Formação do descritor #

O descritor representa um conceito e será o termo autorizado para a indexação. Pode ser formado por termos simples ou compostos.

a) Substantivo:

Ex.:

Exemplos

150 |a Animais

150 |a Petrologia

150 |a Inflação

b) Expressão adjetivada:

São as expressões formadas de um substantivo e de um adjetivo.

Ex.:

150 |a Animais selvagens

150 |a Fichas topográficas

150 |a Saúde pública

c) Expressão preposicionada:

São as expressões compostas de substantivos ligados por uma preposição.

Ex.:

150 |a Animais em extinção

150 |a Economia de mercado 

150 |a Direito do trabalho

1.2 Fatoração de conceitos #

Ocorre quando termos compostos que formam um significado único são separados, formando dois descritores. Para a indexação no SBUFRGS é proibida a fatoração de conceitos.

Ex.: Bases de dados

Não use:                                              Use:

150 |a Bases                                           150 |a Bases de dados

150 |a Dados

150 |a Bases |x Dados

Ex.: Formação profissional

Não use:                                              Use:

150 |a Formação                                   150 |a Formação profissional

150 |a Profissional

150 |a Formação |x Profissional

Ex.: Processamento de imagens

Não use:                                              Use:  

150 |a Processamento |x Imagens         150 |a Processamento de imagens

1.3 Uso de singular e plural #

Para padronizar o uso do singular e plural no SBUFRGS, foram definidas as seguintes regras.

1.3.1 Substantivos concretos #

a) Substantivos contáveis: Devem ser expressos no plural. É possível fazer a pergunta “quantos são?”.

Ex.: documentos, partidos políticos, animais.

Observação: partes do corpo que são únicas devem ser expressas no singular.

Ex.: cabeça, nariz, coração, cérebro, intestino delgado.

b) Substantivos incontáveis: Devem ser expressos no singular. Nomes de materiais ou substâncias que não são contáveis.

Ex.: ouro, farinha de trigo, areia, poeira.

Observação: caso a substância ou material seja considerada uma classe, composta de mais de um membro, a mesma deve ser expressa no plural.

Ex.: plásticos, venenos, flavonoides, polímeros.

c) Substantivos coletivos: devem ser expressos no singular

Ex.: alcateia, acervo, cardume, indústria têxtil, indústria automobilística,  

d) Substantivos que representam denominação de grupos humanos: devem ser expressos no plural.

Ex.: Negros, mulheres, idosos, índios, crianças, adolescentes, judeus.

1.3.2 Substantivos abstratos: devem ser expressos no singular #

a) Sentimentos: alegria, felicidade, tristeza, amor.

b) Fenômenos naturais: inverno, terremoto, chuva, vento.

c) Características: fragilidade, opacidade, solubilidade, governabilidade.

d) Ideologias/Doutrinas/Crenças/Religiões: marxismo, xintoísmo, socialismo, hinduísmo, catolicismo.

e) Atividades/Processos: pintura, imigração, respiração, participação política, erosão.

f) Disciplinas: física, sociologia, direito.

Observação: quando o conceito for considerado como classe com mais de um membro, utilizar o plural.

Ex.: reações químicas, ciências sociais, políticas públicas, direitos humanos.

Nota: Quando houver, no Catálogo de Autoridades, descritores com o mesmo sentido, na forma singular e plural, as bibliotecas que compartilham o descritor devem negociar e optar por uma das formas. Após essa decisão, as bibliotecas devem alterar os descritores nos registros bibliográficos correspondentes e incluir nota explicativa no campo 667 do respectivo descritor.

1.4 Gênero #

Usar o gênero masculino, exceto quando a temática do documento tratar especificamente do gênero feminino.

Ex.:

150 |a Trabalhadores rurais

150 |a Trabalhadoras rurais

1.5 Relações de sinonímia #

O termo consolidado na área será incluído como descritor, em detrimento de seus sinônimos.

Ex.:

150 |a Neoplasias

Sinônimos não permitidos: tumores, câncer, cancro, neoplasmas.

1.6 Termos homógrafos #

Os descritores homógrafos devem ser diferenciados utilizando-se qualificadores, entre parênteses. Esses qualificadores devem, preferencialmente, representar as grandes áreas do conhecimento.

Ex:

150 |a Valor (Filosofia)

150 |a Valor (Finanças)

150 |a Valor (Economia)

150 |a Indexação (Biblioteconomia)

150 |a Indexação (Economia)

150 |a Tênis (Esporte)

150 |a Tênis (Calçado)

1.7 Termos estrangeiros #

Usar termos estrangeiros quando seu correspondente em língua portuguesa não existir ou quando for mais usual na literatura da sua área do que o termo em língua portuguesa.   

Ex.:

150 |a Design 

150 |a Joint venture 

150 |a Commodities

Quando o termo estrangeiro e sua tradução coexistirem, use como descritor a forma que tiver maior uso na literatura especializada. 

Ex.:

150 |a Fake news 

150 |a Lockdown

150 |a Home page

1.8 Siglas #

Para a correta grafia de siglas, observar as regras gerais abaixo: 

a) Siglas com até três letras são grafadas somente com maiúsculas: 

Ex: ONU, FAO, CRB, OAB. 

b) Siglas com mais de três letras possuem duas regras: 

– Siglas pronunciáveis são grafadas com maiúsculas e minúsculas; 

Ex: Emater, Sebrae, Petrobras, Unesco. 

– Siglas não pronunciáveis são grafadas somente com maiúsculas; 

Ex: IBGE, DNER, CNBB.

Como regra geral de entrada, siglas não podem ser usadas isoladamente, salvo nos casos indicados pelo Código de Catalogação Anglo-Americano (CCAA2). A seguir, estão descritas as ocorrências de siglas nos campos 110, 130 e 150.

No campo 110, conforme o CCAA2:

Ex.:

110 |a Petrobras

110 |a Unesco

No campo 130, acrescentar, entre parênteses, um termo que identifique a sigla:

Ex.:

130 |a GPSS/H (Programa de computador)

130 |a DHTML (Linguagem de programação)

130 |a HTML (Linguagem de marcação)

No campo 150 não é permitida a entrada pela sigla. Quando essa for mais representativa que o nome por extenso, pode ser acrescentada entre parênteses:

Ex.:

150 |a Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs)

150 |a Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)

150 |a Televisão de Alta Definição (HDTV) *

* É permitido usar o nome por extenso em um idioma e a sigla em outro, desde que essas sejam as formas mais conhecidas.

2 Preenchimento de campos #

Neste capítulo estão descritas as diretrizes para o preenchimento dos campos 100, 110, 111, 130, 150 e 151 do Catálogo de Autoridades. Usar Ctrl+F3 para o correto preenchimento dos campos 6XX, a partir dos descritores autorizados no Catálogo de Autoridades.     

O campo 653 não é tratado neste Manual, por ser um campo de assunto não controlado.

2.1 Campo 150 – Entrada de assunto #

A seguir estão descritas as diretrizes para uso correto dos subcampos.

2.1.1 Subcampo a – descritor #

Usar exclusivamente para termos que representem um conceito ou que tenham um significado completo em si mesmo.

Ex.:

150 |a Cálculo

150 |a Indústria têxtil

150 |a Madeira

150 |a Programas sociais

150 |a Agostinho Carrara (Personagem)

150 |a História

150 |a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

2.1.2 Subcampo x – subdivisão geral #

Usar para termos que especifiquem o sentido do descritor do subcampo a. Neste Manual, são chamados de modificadores (Apêndice A)¹ e podem ser aplicados às diversas áreas do conhecimento. Estes termos não podem ser usados isoladamente no subcampo a, pois são termos que representam ação, processo, ponto de vista, e não possuem sentido completo em si.

Ex.:

150 |a Globalização |x Aspectos sociais

150 |a Ciganos |x Condições sociais

150 |a Biblioteconomia |x História²

150 |a Desenvolvimento econômico |x Aspectos teóricos

150 |a Acervo bibliográfico |x Avaliação

150 |a Livros |x Restauração

Limitar o uso do subcampo x, preferencialmente, a uma ocorrência.

Ex.:

150 |a Antropologia |x Aspectos religiosos

150 |a Antropologia |x Aspectos étnicos

Não use:

150 |a Antropologia |x Aspectos religiosos |x Aspectos étnicos

150 |a Antropologia |x Aspectos religiosos e étnicos

2.1.3 Subcampo v – subdivisão de forma e gênero literário #

Usar para forma de apresentação e organização do conteúdo dos documentos, e para representar os gêneros literários.

Ex.:

150 |a Economia |v Eventos

150 |a Literatura brasileira |v Romance

100 |a Quintana, Mario |d 1906-1994 |v Biografia

Abaixo seguem alguns exemplos de entradas para dicionários.

a) Dicionário monolíngue:

150 |a Língua portuguesa |v Dicionários

b) Dicionário bilíngue:

Para representar um dicionário bilíngue utilize uma entrada para cada língua. Utilize outra entrada para representar o tipo de dicionário. 

150 |a Língua inglesa |v Dicionários

150 |a Língua portuguesa |v Dicionários

150 |a Dicionário bilíngue

c) Dicionário multilíngue:

Para representar um dicionário multilíngue utilize uma entrada para cada língua. Utilize outra entrada para representar o tipo de dicionário

150 |a Língua inglesa |v Dicionários

150 |a Língua portuguesa |v Dicionários

150 |a Língua espanhola |v Dicionários

150 |a Dicionário multilíngue

d) Dicionário especializado ou técnico¹:

150 |a Biblioteconomia |v Dicionários 

Para preenchimento do subcampo v, utilizar a Tabela R – Subdivisões de forma e gênero literário (Apêndice B), através do comando F8.

As definições e a aplicação dos gêneros literários estão no Anexo A.

2.1.4 Subcampo y – subdivisão cronológica #

Usar para datas, períodos cronológicos, períodos históricos e eras geológicas. As datas são representadas sem o uso do ponto. Estes termos não podem ser usados isoladamente no subcampo a como assunto principal.

Para eventos históricos ver regra 3.3

Limitar o uso do subcampo y, preferencialmente, a uma ocorrência.

a) Séculos:a palavra “século” deve ser grafada por extenso, com inicial em maiúscula, e o número do século em algarismo romano maiúsculo.

Ex.:

150 |a Cinema brasileiro |y Século XX

b) Períodos com intervalos de dois ou mais anos:

Ex.:

150 |a Cinema brasileiro |y 1968-1973

c) Décadas: usado para períodos que correspondem a um decênio, que representa o início e o fim de uma mesma década.

Ex.:

150 |a Cinema brasileiro |y Década de 1980

d) Ano, mês e dia:

Ex.:

150 |a Cinema brasileiro |y 1985

150 |a Cinema brasileiro |y Agosto de 1985

150 |a Cinema brasileiro |y 20 de agosto de 1985

e) Era geológica:

Ex.:

150 |a Geologia |y Paleozóico

f) Períodos históricos:

Ex.:

150 |a Religião |y Idade Média

2.1.5 Subcampo z – subdivisão geográfica #

Usar para nomes geográficos quando delimitam geograficamente o assunto principal do documento. Os nomes geográficos utilizados no subcampo z devem estar obrigatoriamente autorizados no campo 151 do Catálogo de Autoridades.

Para definição das entradas dos nomes geográficos como assunto, consultar o documento Padrão para Entrada de Nomes Geográficos como Assunto, 3ª. Ed.

Quando houver necessidade de representar mais de um nome geográfico (até três nomes) a ordem de citação deve seguir a ordenação alfabética, a não ser que um dos nomes geográficos seja o Brasil. Neste caso, o Brasil deve ser citado no primeiro subcampo z, seguido dos outros nomes geográficos em ordem alfabética. Quando houver mais de três nomes geográficos, estes podem ser representados no campo 520 (nota de resumo).

Ex.:

150 |a Geoprocessamento |z Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)

150 |a Folclore |z Brasil, Região Nordeste

150 |a Relações internacionais |z Brasil |z Alemanha

150 |a Relações internacionais |z Argentina |z Chile |z Equador

2.2 Campo 100 – Nome pessoal #

Usar para nomes pessoais como assunto. Para definição da entrada, consultar o CCAA2.

Ex.:

100 |a Veríssimo, Luís Fernando |d 1936- |t O analista de Bagé |x Crítica e interpretação

100 |a Veríssimo, Luís Fernando |d 1936- |v Biografia

100 |a Salgado, Sebastião |x Descrições e viagens

Para o preenchimento dos subcampos x, v, y, z consultar as instruções do campo 150.

Os subcampos b, c, d, q, t fazem parte da entrada básica do campo 100 e devem seguir as instruções do CCAA2 e do Manual do SABi.

Para nomes de personagens como assunto, consultar capítulo 3.1.

2.3 Campo 110 – Entidade #

Usar para nomes de entidades como assunto. Para definição da entrada, consultar o CCAA2.

Ex.:

110 |a Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

110 |a Universidade Federal do Rio Grande do Sul |b Escola de Engenharia |x História

110 |a Petrobras

110 |a Plano Nacional de Desenvolvimento 1 (1972-1974 : Brasil)

Para o preenchimento dos subcampos x, v, y, z consultar as instruções do campo 150.

Os subcampos b, n, d, c, t, g fazem parte da entrada básica do campo 110 e devem seguir as instruções do CCAA2 e do Manual do SABi.

2.4 Campo 111 – Evento #

Usar para nomes de eventos como assunto. Para definição da entrada, consultar o CCAA2.

Ex.:

111 |a Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria |n 3. |d 2012 ago. |c Gramado, RS

111 |a Encontro Brasileiro de Finanças |n 13. |d 2013 jul. |c Rio de Janeiro, RJ |x História

Para o preenchimento dos subcampos x, v, y, z consultar as instruções do campo 150.

Os subcampos e, n, d, c, t, fazem parte da entrada básica do campo 111 e devem seguir as instruções do CCAA2 e do Manual do SABi.

2.5 Campo 130 – Título uniforme #

Usar para título uniforme como assunto. Para definição da entrada, consultar o CCAA2.

Ex.:

130 |a Olho por Olho (Filme)

130 |a Jornal do Almoço (Programa de televisão)

130 |a Sala de Redação (Programa de rádio)

130 |a Tratado da Antártica (1959)

130 |a Otelo (Peça de teatro) |x Crítica e interpretação

130 |a L (Programa de computador)

130 |a Veja (Revista)

130 |a O Sul (Jornal)

130 |a A Vaca e o Frango (Desenho animado)

Para o preenchimento dos subcampos x, v, y, z consultar as instruções do campo 150.

Os subcampos d, k, m, n, o, p, r, s, l, fazem parte da entrada básica do campo 130 e devem seguir as instruções do CCAA2 e do Manual do SABi.

2.6 Campo 151 – Nome geográfico #

Usar para nome geográfico como assunto principal do documento. Para definição das entradas dos nomes geográficos como assunto, consultar o documento: Padrão para Entrada de Nomes Geográficos como Assunto, 3.ed.

Ex.:

151 |a Coliseu, Edifício (Porto Alegre, RS)

151 |a Porto Alegre (RS)

151 |a Cidreira (RS) |v Mapas

Quando o nome geográfico for um delimitador geográfico do assunto principal, consultar as instruções do subcampo z subdivisão geográfica deste Manual.

Para o preenchimento dos subcampos x, v, y consultar as instruções do campo 150.

2.7 Campo 190 – Macrodescritor #

Os macrodescritores não são recuperados no SABi web. É necessário repetir esses termos como descritores no campo 650, quando a sua recuperação for indispensável.

Para incluir, excluir ou alterar um macrodescritor, consultar a gerência do SABi, que se responsabilizará pelo procedimento.

3 Regras especiais #

Neste capítulo estão descritas as diretrizes para uso correto de termos especiais.

3.1 Personagens #

Personagens como assunto devem ser representados no subcampo a do campo 150 em ordem direta, com o termo personagem, entre parênteses, para distinguir dos nomes pessoais.

Ex.:

150 |a Pato Donald (Personagem)

150 |a Ana Terra (Personagem)

150 |a Getúlio Vargas (Personagem) 

3.2 História #

O termo história pode ser usado como descritor ou como modificador.

3.2.1 História como descritor #

Como descritor o termo história pode ser usado nos seguintes casos:

a) História como ciência: usar quando o assunto do documento representa a ciência História. Em geral este descritor é próprio da área das Ciências Sociais. 

Ex.:

150 |a História

b) Períodos da História: usar para os períodos que representam as divisões da História.

Ex.:

150 |a Pré-história

150 |a História antiga

150 |a História medieval

150 |a História moderna

150 |a História contemporânea

150 |a História universal

c) Campos da História: usar para representar as diversas abordagens de análise da História.

Ex:

150 |a História social

150 |a História cultural

150 |a História política

150 |a História econômica

150 |a História militar

3.2.2 História como modificador #

Usar o termo História no subcampo x para representar a história de um determinado assunto ou lugar.

Ex.:

110 |a Petrobras |x História

150 |a Automóveis |x História

150 |a Movimento sindical |x História

151 |a Casa de Cultura Mario Quintana, Edifício (Porto Alegre, RS) |x História

151 |a Porto Alegre (RS) |x História

Nota: Para representar a história de um determinado assunto ou lugar mencionada no documento de maneira sucinta, usar o modificador aspectos históricos.

Ex.:

Guia turístico de Porto Alegre, onde são mencionados aspectos históricos de Porto Alegre 

245 |a Guia turístico de Porto Alegre

651 |a Porto Alegre (RS) |v Guias

651 |a Porto Alegre (RS) |x Aspectos históricos

Mecânica dos fluidos e suas aplicações na indústria automobilística, no qual um dos capítulos menciona aspectos históricos do automóvel

245 |a Mecânica dos fluidos e suas aplicações na indústria automobilística

650 |a Motores de combustão interna

650 |a Automóveis |x Aspectos históricos

3.3 Eventos históricos #

Para representar eventos históricos usar o nome pelo qual o evento é conhecido acrescido da data, entre parênteses, no subcampo a do campo 150.

Ex.:

150 |a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

150 |a Revolução Farroupilha (1835-1845)

150 |a Queda da Bastilha (1789)

3.4 Planos, Programas e Projetos #

Para representar Planos, Programas e Projetos usar as seguintes orientações:

3.4.1 Planos #

Os Planos podem ser representados de duas formas:

a) Planos de governo de entidades de caráter nacional, estadual e municipal:

Usar no campo 110 entrando pelo nome do Plano em ordem direta. Quando necessário, para melhor identificar o Plano, acrescentar data e/ou local entre parênteses.

Ex.:

110 |a Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965 : Brasil)

110 |a Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social (1967-1976 : Brasil)

110 |a Plano Cruzado (1986)

110 |a Plano Collor 1 (1990)

110 |a Plano Austral (1987)

110 |a Plano Nacional de Educação (2014-2024 : Brasil)

110 |a Plano Municipal de Saneamento (Porto Alegre, RS)

110 |a Plano Brady (1989)

110 |a Plano Marshall (1947)  

b) Planos de natureza administrativa:

Usar no campo 110 entrando pelo nome da entidade em ordem direta com o nome do plano como unidade subordinada.

Ex.:

110 |a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul |b Plano Trienal (2014-2017)

3.4.2 Programas e Projetos #

Os Programas e Projetos podem ser representados de duas formas:

a) Programas de entidades de caráter nacional, estadual e municipal:

Usar no campo 110 entrando pelo nome da entidade em ordem direta com o acréscimo da jurisdição, entre parênteses.

Ex.:

110 |a Programa Bolsa Família (Brasil)

110 |a Programa de Aceleração do Crescimento (Brasil)

110 |a Projeto de Desenvolvimento Integrado da Lagoa Mirim (Rio Grande do Sul)

b) Programas e projetos de natureza administrativa:

Usar no campo 110 entrando pelo nome da entidade em ordem direta com o nome do programa ou projeto como unidade subordinada.

Ex.:

110 |a Universidade Federal do Rio Grande do Sul |b Projeto Prelúdio

110 |a Universidade Federal do Rio Grande do Sul |b Faculdade de Educação |b Programa de Alfabetização

3.5 Teoria #

Usar para representar uma hipótese, um sistema consistente formado por observações, ideias, axiomas ou postulados, expressões consolidadas.

Ex.:

150 |a Teoria do caos

150 |a Teoria das filas

150 |a Teoria econômica

150 |a Teoria do Direito

O termo teoria não pode ser usado isoladamente no subcampo a.

3.6 Condições e Aspectos #

Os termos Condições e Aspectos são usados exclusivamente como modificadores.

a) Condições: usar para estado, situação ou circunstância de pessoas, grupos étnicos e lugares.

Ex.:

150 |a Mulher |x Condições sociais

150 |a Ciganos |x Condições econômicas

151 |a Brasil |x Condições sociais

b) Aspectos: usar para estado ou modo de ser exterior das coisas; ponto de vista, relação.

Ex:

150 |a Globalização |x Aspectos sociais

150 |a Meio ambiente |x Aspectos econômicos

150 |a Urbanismo |x Aspectos culturais

150 |a Fotografia |x Aspectos teóricos

150 |a Biblioteconomia |x Aspectos históricos

3.7 Forma e Gênero Literário como assunto principal #

Os termos que representam Forma e Gênero literário podem ser usados no subcampo a quando representarem o assunto principal do documento e não a forma de apresentação do conteúdo.

a) Obras que orientam como escrever biografias, dicionários, etc.

Ex.:

150 |a Dicionário

150 |a Biografia

150 |a Romance

b)Opcionalmente, subdivisões de gênero literário podem ser representadas no subcampo a.

Ex.:

150 |a Romance policial

150 |a Romance histórico

150 |a Ficção científica

150 |a Crônica urbana

Anexo A – Definições e aplicações dos termos de gênero literário #

Tabela R – Subdivisões de forma e gênero literário

TERMODEFINIÇÃOAPLICAÇÃO
AntologiaColeção de textos em prosa e/ou verso  de autores consagrados, organizados, segundo, tema, época, autoria etc. Aplicável nos casos em que uma obra traz diversos gêneros literários de um mesmo autor; Observar que a menção de antologia no título da obra não significa que antologia seja o gênero aplicável, por exemplo: “Antologia de Contos Brasileiros”, nesse caso o gênero é o conto, no entanto uma Antologia de Machado de Assis deve incluir contos e poesias, nesse caso usa-se antologia. É preferível distinguir os diferentes gêneros.
Auto (Teatro)Cerimônia pública de caráter teatral, peça do teatro medieval  
CartaTexto escrito dirigido a alguém.Usa-se por Cartas, Correspondências, Epistolografia.
Comédia (Teatro)Peça de teatro cômica. 
ContoHistória breve  
CrônicaTexto literário curto, de enredo indeterminado, que trata de temáticas cotidianas ou texto literário ficcional que relata acontecimentos sobre personagens e cujo enredo evolui com o tempo. 
Drama (Teatro)Peça de teatro de enredo sério 
EnsaioEscrito de reflexão sobre um assunto. 
Farsa (Teatro)Peça teatral cômica caracterizada por caricaturar as pessoas como forma de crítica social. 
FicçãoNesse caso indica narrativa ficcional, história inventada intencionalmente com início, clímax e fim.Usado para textos de caráter ficcional (narrativo) onde é impossível identificar o gênero ou gêneros específicos.
MáximaSentença breve que enuncia uma observação de valor geral.Usa-se por Adágios, Aforismos, Máximas, Pensamentos, Provérbios.
MiscelâneaCompilação de escritos de vários assuntos numa mesma obra. A mistura pode provir de um ou mais autores […](MOISÉS, 2004)Aplicável em obras que incluem diversos gêneros de diversos autores. Não aplicar a obras de gêneros indefinidos, no caso de uma obra em que existam dúvidas deve-se optar pela forma maior, por exemplo, em uma obra em que não fique clara a forma entre romance e novela deve-se optar por ficção, entre Comédia e Tragédia deve-se optar por Teatro. O termo miscelânea aplica-se para coleções de diferentes gêneros. É preferível distinguir os diferentes gêneros.

Apêndice A – Lista preliminar de modificadores #

Análise

Aplicação

Aproveitamento

Aquisição

Armazenamento

Aspectos ambientais

Aspectos culturais

Aspectos econômicos

Aspectos éticos

Aspectos históricos

Aspectos jurídicos

Aspectos morais

Aspectos políticos

Aspectos psicológicos

Aspectos religiosos

Aspectos sociais

Aspectos teóricos

Atualização

Avaliação

Beneficiamento

Caracterização

Certificação

Classificação

Conceito

Condições econômicas

Condições sociais

Confiabilidade

Conservação

Construção

Contaminação

Controle

Credibilidade

Criação

Crítica

Crítica e interpretação

Deformação

Degradação

Demanda

Depuração

Destruição

Diagnóstico

Dissolução

Distribuição

Divulgação

Elaboração

Erradicação

Escoamento

Estabilidade

Execução

Expansão

Extração

Fabricação

Fiscalização

Formação

Geração

História

História e crítica

Identificação

Influência

Instalação

Intervenção

Manipulação

Manutenção

Medição

Melhoramento

Metodologia

Modelagem

Montagem

Organização

Planejamento

Preservação

Pressão

Prevenção

Prevenção e controle

Processamento

Produção

Projeto

Projeto e construção

Proteção

Purificação

Reabilitação

Reaproveitamento

Recuperação

Redução

Regras

Regulamentação

Remoção

Resistência

Restauração

Reutilização

Secagem

Seleção

Separação

Simulação

Síntese

Suspensão

Técnica

Transferência

Transmissão

Tratamento

Utilização

Valorização

Verificação