Padrão para entrada de nomes geográficos como assunto

Sumário

Apresentação da terceira edição #

O Grupo de Estudos em Indexação (GEI) apresenta a terceira edição do Padrão para Entradas de Nomes Geográficos como Assunto.

Desde a implantação do Padrão no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SBUFRGS), o GEI realiza análises periódicas das entradas de nomes geográficos no catálogo. A partir dessas verificações, foi possível observar uma expressiva diminuição nas inconsistências dos descritores geográficos. Assim, ficou comprovada a importância do Padrão como instrumento auxiliar no processo de indexação. Essas análises também indicaram a necessidade de revisar e atualizar o Padrão.

Com isso, foram feitas modificações no texto, além de inclusões e exclusões de regras e exemplos. Para essa terceira edição, o título do documento também foi alterado, tornando-se mais objetivo.

O trabalho de consistência das entradas de nomes geográficos é um processo contínuo e o Padrão será atualizado sempre que houver necessidade.

Apresentação da segunda edição #

O Grupo de Estudos em Indexação (GEI) apresenta, com satisfação, a segunda edição revista e ampliada do Padrão para Entradas de Nomes Geográficos como Assunto.

Ao longo de dois anos de trabalho após a publicação da primeira edição, o grupo percebeu a necessidade de revisar as regras, buscando adequá-las às necessidades surgidas principalmente durante o processo de consistência das entradas de nomes geográficos como assunto incluídas no SABi/UFRGS a partir de 2005.

A estrutura básica foi mantida. Ao longo do Padrão foram feitas modificações na redação do texto e acrescentados novos exemplos. Porém na regra 6, referente aos acidentes topográficos artificiais, houve uma reestruturação geral. Essa reestruturação buscou contemplar os questionamentos surgidos desde a apresentação do módulo 7, em novembro de 2007, até as dúvidas ocorridas durante o processo de correção das entradas.

Esse documento não é definitivo. O trabalho de consistência das entradas de nomes geográficos é um processo contínuo e o Padrão será atualizado sempre que houver necessidade.

Com a apresentação desse novo documento, o grupo avançou mais um degrau na implantação da política de indexação para o SBU.

Apresentação da primeira edição #

O presente trabalho é um Padrão concebido pelas bibliotecárias do Grupo de Estudos em Indexação (GEI), da Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tendo como texto-base a publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Nomes geográficos: normas para indexação (1996).

Em estudos desenvolvidos durante dois anos, o GEI verificou a necessidade de atualizar e adaptar a Norma do IBGE aos objetivos da indexação e recuperação da informação do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS) dando, assim, origem ao presente documento, que se destina ao uso dos bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBU).

A publicação do IBGE foi revisada, complementada e adaptada para atender aos objetivos propostos. De maneira geral, as regras elaboradas originalmente pelo IBGE não foram modificadas, mas desdobradas e acrescidas das especificidades peculiares ao SBU. A estrutura básica da obra original sofreu uma reordenação para que novos conceitos pudessem ser incluídos e facilmente identificados. Dessa forma, as regras que no documento do IBGE foram distribuídas em três grandes grupos, aqui são reordenadas em quatro grandes grupos. O texto foi enriquecido com exemplos retirados do Catálogo de Assuntos Geográficos do SABi/UFRGS com o objetivo específico de enfocar a realidade do atual sistema. Ao final do trabalho foram acrescentados ainda:

a) glossário com as definições dos principais termos citados ou de interesse para o presente Padrão;
b) anexo com nomes de regiões geográficas específicas do Rio Grande do Sul;
c) índice remissivo de assuntos.

Finalizando, o presente Padrão baseou-se não apenas na consulta à bibliografia e a sítios disponíveis, mas também em pareceres emitidos por professores especialistas e profissionais consultados pelo GEI.

1 Introdução #

A quantidade de informações que é constantemente colocada à disposição do homem tem exigido o desenvolvimento de técnicas de armazenamento para que a informação possa ser recuperada com maior precisão, rapidez e eficiência.

Os sistemas informatizados têm sido poderosos aliados do bibliotecário, que busca no aprimoramento das técnicas de indexação, a otimização dos métodos de recuperação da informação que, por sua vez, se não estiverem sustentados em bases solidamente planejadas serão morosos e ineficazes.

No final da década de 1980 o SBUFRGS deu início ao processo de automação de suas bibliotecas. Inicialmente estas bibliotecas trabalhavam de forma isolada e, regularmente, reuniam seus registros em uma única base de dados, o Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi). O Sistema evoluiu, e os registros passaram a ser cooperativados. Com o crescimento e visibilidade dessa base, ficou clara a necessidade do estabelecimento de políticas de indexação que consolidassem a inclusão de assuntos na mesma.

O SBUFRGS, desde sua estruturação, na busca de uma unidade entre suas bibliotecas, criou Grupos de Trabalho, hoje Grupos de Estudo, os quais atuam como apoio no desenvolvimento de ações que garantam, assim, a excelência de seus serviços. Neste contexto está inserido o GEI, criado em 2005.

Como primeira etapa do processo de estabelecimento de políticas de indexação para o SBUFRGS, foi iniciado o estudo sobre a padronização das entradas de nomes geográficos como assunto. Segundo Maroun e Neves (1996, p. 7)

Os nomes geográficos são uma expressão viva da interação entre o homem e o meio ambiente. Desta forma quando um lugar ou um elemento geográfico adquire uma significação determinada para o homem, surge a necessidade de identificá-los. Esta identificação só gera uma informação precisa quando seguida de uma padronização.

Maroun e Neves (1996, p. 7)

Nomes geográficos são os nomes próprios de lugares. No SABi os nomes geográficos são representados e autorizados no Campo 151 do Catálogo de Autoridades.

1.1 Terminologia #

Para melhor compreensão deste Padrão alguns termos utilizados são definidos a seguir:

  • Nome próprio: palavra que se aplica a uma pessoa ou coisa para diferenciá-la de outra de sua mesma classe. Ex. Maria, Alberto, Budapeste.
  • Acidente geográfico: é uma entidade diferenciada no relevo da terra. Ex.: montanha, rio, ilha.
  • Acidente topográfico: objeto concreto, fixo e permanente da superfície terrestre. Os acidentes topográficos podem ter origem natural, como os relativos ao relevo e à hidrografia, ou artificial, como as estradas e outras construções. Ex.: Rio Amazonas, Edifício Vera Cruz.
  • Nome geográfico: nome próprio dado a um acidente geográfico sobre a superfície da terra. Ex.: Brasil
  • Qualificador geográfico: é um nome geográfico e/ou um termo explicativo acrescentado entre parênteses que determina o lugar maior onde se localiza o nome indicado ou o distingue de outro de igual designação. Ex.: Porto Alegre (RS)
  • Termo genérico: nome comum que descreve um acidente topográfico em função de suas características e não por seu nome. Ex.: montanha, rio, edifício etc. Pode formar parte de um nome geográfico.
  • Elemento específico: parte de um nome geográfico que não constitui um termo genérico e que o distingue de outros da mesma classe de acidentes. Ex.: Rio Negro, Port Elizabeth.
  • Designação genérica: parte de um nome geográfico formado por um termo genérico. Ex.: Sierra Nevada, New Port.
  • Entrada básica: entrada padronizada de um nome geográfico, que não pode ser alterada. Ex.:
NOME PRÓPRIOENTRADA BÁSICAÁREA ASSOCIADA
Bacia do Rio AmazonasAmazonas, RioAmazonas, Rio, Bacia
Região MetropolitanaCuritiba (PR)Curitiba, Região Metropolitana de (PR)
  • Elemento genérico falso: Elemento genérico que não indica a classe de acidente do nome geográfico. Ex.: Mount Isa; Redhill, Rio de Janeiro e Porto Alegre são todos lugares povoados e não uma montanha, uma colina, um rio ou um porto, respectivamente.

1.2 Estrutura #

Este Padrão está dividido em quatro capítulos:

  • Regras gerais: que se aplicam a todo Padrão;
  • Nomes geográficos com categoria administrativa: representam unidades administrativas como países, estados, províncias, condados, distritos, municípios, vilas, bairros, etc.;
  • Nomes geográficos sem categoria administrativa: representam as entidades fisiográficas naturais como grutas, ilhas, montanhas, lagos, planícies, oceanos, rios, etc., bem como os nomes de regiões baseadas nestas entidades;
  • Acidentes topográficos artificiais: representam as construções e os lugares criados pelo homem como rodovias, túneis, pontes, edifícios, parques, praças, reservas, etc.

Em todas as regras manteve-se um nível de especificidade maior para os nomes geográficos brasileiros e um nível mais genérico para os nomes estrangeiros.

Ao final do documento, encontram-se as referências bibliográficas e um glossário.

1.3 Critérios iniciais para identificação de entradas de nomes geográficos como assunto #

Para que o processo de padronização de entradas de nomes geográficos como assunto seja feito de maneira eficaz e consistente é necessário, primeiramente, identificar a categoria do nome geográfico: com categoria administrativa ou sem categoria administrativa ou acidente topográfico artificial.

Dicas:

a) para identificar nomes brasileiros com categoria administrativa, consultar o Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra) (http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/territorio) que contempla todos os níveis territoriais do país;
b) para nome de países, consultar o site IBGE – Países@ (http://www.ibge.com.br/paisesat);
c) para nomes estrangeiros, consultar as fontes de referência da área (atlas, dicionários, enciclopédias, site GeoNames (http://www.geonames.org/), etc.);
d) para unidades de conservação no Brasil, consultar o Ministério do Meio Ambiente (http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/cadastro-nacional-de-ucs/consulta-por-uc).

Após a identificação, consultar no Padrão as regras adequadas a cada caso.

1.4 Uso de notas #

Quando um nome geográfico gerar dúvidas quanto ao seu conceito, categoria, grafia ou qualquer outro motivo, é necessário incluir notas explicativas
e/ou notas de fonte consultada.
Assim, se houver necessidade de uma nota explicativa, deve-se preencher o campo 667 da planilha de autoridades 151; para notas de fonte consultada deve-se preencher o campo 670 da mesma planilha.

Ex.:

Rio Paraguai
151 |a Paraguai, Rio
667 |a Rio em mais de dois locais |2 AGR

Ex.: Ilhas Salomão
151 |a Ilhas Salomão
670 |a Disponível em: <http://paises.ibge.gov.br/#/pt/pais/ilhas-salomao>. Acesso em: 04 ago. 2017
|b País do Oceano Pacífico, na Melanésia, que corresponde ao arquipélago das Ilhas Salomão com exceção das ilhas Bougainville, Buka e outras ilhas menores que constituem a extremidade noroeste do arquipélago. O país inclui também as Ilhas de Santa Cruz e outras ilhas e atóis isolados.

2 Objetivo #

Este documento visa padronizar as entradas de nomes geográficos como assunto no catálogo SABi, contribuindo para o aperfeiçoamento do processo de indexação e da recuperação da informação.

3 Regras gerais #

As Regras Gerais incluem orientações que são comuns às demais categorias do Padrão: nomes geográficos com categoria administrativa, nomes geográficos sem categoria administrativa e acidentes topográficos artificiais.

3.1 Entrada básica #

Entre o nome geográfico pelo seu componente mais específico, seguido da designação genérica, quando for o caso, exceto quando uma regra específica determinar outra entrada

Ex.:

NOME GEOGRÁFICONOME ESPECÍFICODESIGNAÇÃO GENÉRICAENTRADA BÁSICA
FrançaFrançaFrança
Rio Paraíba do SulParaíba do SulRioParaíba do Sul, Rio
Serra do MarMarSerra doMar, Serra do

3.2 Entrada para nomes variantes #

Quando o documento mencionar os nomes variantes, entre pelo nome geográfico atual. Sempre que um nome variante for identificado, solicite inclusão de remissivas via RT. Ex.:

NOME ANTERIOR (REMISSIVA)NOME ATUAL (ENTRADA AUTORIZADA)
Alfredo Chaves (RS)verVeranópolis (RS)
Bajé (RS)verBagé (RS)
CeilãoverSri Lanka
Erexim (RS)verErechim (RS)

3.3 Categoria administrativa como parte integrante do nome geográfico #

Entre pelo termo designativo da categoria, se este faz parte do nome geográfico ou se for esta a forma conhecida.

Ex.:
Cidade do Cabo (África do Sul)
Cidade Gaúcha (PR)
Cidade Real (Espanha)
República Dominicana

3.4 Termo genérico (ilha, monte, rio, etc.) como parte integrante do nome geográfico #

Quando o termo genérico faz parte do nome geográfico, entre diretamente pelo nome, seguido do tipo de acidente quando for o caso.

Ex.:
Ilha Comprida – Município do Estado de São Paulo
Nome próprio: Ilha Comprida
Entrada: Ilha Comprida (SP)

Ex.:
Ilha Solteira – Município do Estado de São Paulo
Nome próprio: Ilha Solteira
Entrada: Ilha Solteira (SP)

Ex.:
Rio Doce – Município do Estado de Minas Gerais
Nome próprio: Rio Doce
Entrada: Rio Doce (MG)

Ex.:
Bacia da Lagoa Santa – Bacia sedimentar da Lagoa Santa
Nome próprio: Lagoa Santa
Termo genérico: Bacia sedimentar
Entrada: Lagoa Santa, Bacia sedimentar da (MG)

Ex.:
Microrregião Serra do Teixeira – Microrregião do Estado da Paraíba
Nome próprio: Serra do Teixeira
Entrada: Serra do Teixeira (PB: Microrregião)

Ex.:
Baía da Ilha Grande – Baía do Estado do Rio de Janeiro
Nome próprio: Ilha Grande
Termo genérico: Baía
Entrada: Ilha Grande, Baía (RJ)

3.5 Nomes geográficos com indicação de direções ou partes #

Acrescente a indicação de direção ou parte aos nomes de continentes, países, estados, etc., quando necessário.

Ex.:
Ásia, Sudeste
Brasil, Costa norte
Brasil, Norte
Brasil, Sudeste
Califórnia (Estados Unidos), Sul
Minas Gerais, Nordeste
Pernambuco, Noroeste
Rio Grande do Sul, Interior
Rio Grande do Sul, Litoral
Rio Grande do Sul, Litoral norte
Rio Grande do Sul, Norte
Rio Grande do Sul, Sul

Obs.: Quando a palavra Litoral for parte integrante do nome de uma região com categoria administrativa, use a Regra 4.3.

Ex.:
Litoral Norte, Região (RS)

4 Nomes geográficos com categoria administrativa #

Para os efeitos deste Padrão nomes geográficos com categoria administrativa são considerados aqueles que representam unidades administrativas, tais como países, estados, províncias, condados, distritos, municípios, vilas, bairros, etc. Essas unidades devem estar obrigatoriamente listadas em fontes oficiais.

4.1 Nomes geográficos brasileiros #

Para nomes geográficos brasileiros consulte o site Sidra do IBGE.

4.1.1 Grafia #

Use a grafia empregada pelo IBGE.

4.1.2 Unidades da Federação #

Indique as Unidades da Federação sem qualquer acréscimo.

Ex.:
Amapá
Minas Gerais
Santa Catarina

Exceções:

a) acrescente a palavra Estado às Unidades da Federação que tenham nomes homônimos ou ambíguos:

Ex.:
Espírito Santo (Estado)
Goiás (Estado)
Rio de Janeiro (Estado)
São Paulo (Estado)

b) acrescente (Brasil) como qualificador geográfico ao nome Distrito Federal.

Ex.:
Distrito Federal (Brasil)

4.1.3 Municípios (cidades) do Brasil #

Entre pela denominação específica e use a sigla do Estado como qualificador geográfico.

Ex.:
Belo Horizonte (MG)
Brasília (DF)
Buenos Aires (PE)
Cidade Gaúcha (PR)
Goiás (GO)
Ilha de Itamaracá (PE)
Ilha Grande (PI)
Miracema (RJ)
Piracicaba (SP)
Porto Alegre (RS)
Rio de Janeiro (RJ)
Rio Doce (MG)

4.1.4 Lugares em cidades do Brasil #

São incluídos neste item distritos, povoados, vilas, favelas, bairros e outras partes de cidades.

Use a denominação específica e, como qualificador geográfico, o nome da cidade seguido da sigla do Estado.

Ex.:
Arquipélago (Porto Alegre, RS)
Boca do Lixo (São Paulo, SP)
Ilha do Frade (Vitória, ES)
Ipanema (Porto Alegre, RS)
Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Quatipuru (Primavera, PA)
Rincão (Porto Alegre, RS)
Vila Planetário (Porto Alegre, RS)
Zona Sul (Porto Alegre, RS)

4.1.5 Comarcas, arraiais, paróquias do Brasil #

As divisões administrativas, eclesiásticas e judiciárias antigas que não tenham correspondentes na atualidade devem ter suas qualificações descritas, entre parênteses, precedidas da sigla da unidade maior a que pertencem atualmente e de dois pontos.

Ex.:
Alto Amazonas (AM : Comarca)
Venda Grande (SP : Arraial)

4.2 Nomes geográficos estrangeiros #

Para nomes estrangeiros consulte os órgãos oficiais correspondentes ou as fontes de referência da área. Para os nomes de países consulte o IBGE – Países@.

4.2.1 Língua e grafia #

Use o nome geográfico em língua portuguesa. Em caso de dúvida, use a forma vernacular.

Ex.:
Buenos Aires (Argentina)
Nova Iorque (Estados Unidos)
Suécia Veneza (Itália)

4.2.2 Continentes, subcontinentes, países, possessões territoriais,
dependências, territórios ultramarinos, etc. #

Entre diretamente pelos seus nomes. Não use qualificadores.

Para nomes de países consulte o IBGE – Países@.

Ex.:
África
América
América Central
América do Norte
América do Sul
Antártica
Aruba
Ásia
Europa
França
Groenlândia
Malvinas
Oceania
Santa Helena

4.2.3 Reino Unido #

Faça a entrada das unidades administrativas que compõem o Reino Unido diretamente pelos seus nomes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. Proceda da mesma forma para a qualificação geográfica de suas entidades.

Ex.:
Belfast (Irlanda do Norte)
Escócia
Inglaterra
Irlanda do Norte
Londres (Inglaterra)
País de Gales

Obs.: para representar o conjunto das unidades administrativas que compõe o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte entre por Reino Unido.

4.2.4 Comunidades autônomas, estados, províncias, departamentos,
municípios, cidades, etc. #

Acrescente como qualificador geográfico o nome do país ao nome geográfico usado como entrada.

Ex.:
Andaluzia (Espanha)
Harare (Zimbábue)
Londres (Inglaterra)
Luanda (Angola)
Paris (França)
Roma (Itália)
Última Esperanza (Chile)
Vancouver (Canadá)
Zagreb (Croácia)

4.2.5 Homônimos de cidades estrangeiras #

Acrescente, como qualificador, o nome geográfico da categoria administrativa menor antecedendo a indicação do país.

Ex.:
Belgrano (San Luis, Argentina)
Belgrano (Santa Fé, Argentina)
Berkeley (Califórnia, Estados Unidos)
Berkeley (Illinois, Estados Unidos)
Berkeley (Missouri, Estados Unidos)
Friedberg (Bavária, Alemanha)
Friedberg (Hesse, Alemanha)
Washington (Arizona, Estados Unidos)
Washington (Distrito de Columbia, Estados Unidos)
Weimar (Hesse, Alemanha)
Weimar (Turíngia, Alemanha)

4.2.6 Homônimos de lugares estrangeiros com categorias diferentes #

Acrescente, como qualificador, a designação do tipo de categoria administrativa maior após o qualificador geográfico.

Ex.:
Buenos Aires (Argentina)
Buenos Aires (Argentina : Província)
Formosa (Argentina)
Formosa (Argentina : Província)
Guadalajara (Espanha)
Guadalajara (Espanha : Província)
Nova Iorque (Estados Unidos)
Nova Iorque (Estados Unidos : Estado)
Toledo (Espanha)
Toledo (Espanha : Província)

4.2.7 Lugares em cidades estrangeiras #

São incluídos neste item bairros, povoados, vilas, etc. Acrescente como qualificador geográfico o nome da cidade e o nome do país.

Ex.:
Chelsea (Londres, Inglaterra)
Chinatown (Nova Iorque, Estados Unidos)
Docklands (Londres, Inglaterra)
Izmailovo (Moscou, Rússia)
La Boca (Buenos Aires, Argentina)
Midan Ataba (Cairo, Egito)
Montmartre (Paris, França)

4.3 Regiões #

São incluídas neste item as regiões ou áreas associadas. Por áreas associadas entende-se o entorno de cidades ou de regiões geográficas.

4.3.1 Regiões localizadas em mais de dois países #

Para regiões localizadas em mais de dois países, entre diretamente pelo nome da região. Não use qualificador geográfico. É obrigatório o uso do campo 667 com a nota: Região em mais de dois países.

Ex.:
Amazônia
América Latina
Ártico
Caribe
Melanésia
Micronésia
Palestina
Pantanal
Península Arábica
Península Ibérica
Polinésia

Não faça acréscimos ou outras mudanças na entrada básica adotada, mesmo que os estudos tratem de parte de uma Região. Quando houver necessidade de identificar a parte de uma Região, seja estado ou país, faça uma entrada para a região e acrescente no subcampo z a parte da região que está sendo enfocada.

Ex.: Para um documento sobre a Amazônia que trate da sua área na Bolívia use:
151|a Amazônia |z Bolívia

Ex.: Para um documento sobre a Amazônia que trate da sua área no Estado do Pará use:
151|a Amazônia |z Pará

4.3.2 Regiões localizadas em um ou em dois países, exceto no Brasil #

Para regiões localizadas em um ou em dois países, entre diretamente pelo nome específico, acrescido da palavra Região. Acrescente o nome do(s) país(es) como qualificador geográfico.

Ex.:
Algarve, Região (Portugal)
Apúlia, Região (Itália)
Huasteca, Região (México)
Patagônia, Região (Argentina e Chile)
Sibéria, Região (Rússia)

Não faça acréscimos ou outras mudanças na entrada básica adotada, mesmo que os estudos tratem de parte de uma Região. Quando houver necessidade de identificar a parte de uma Região, faça uma entrada para a região e acrescente no subcampo z a parte da região que está sendo enfocada.

Ex.: Para um documento sobre a Patagônia que trate da sua área no Chile use:
151|a Patagônia, Região (Argentina e Chile) |z Chile

4.3.3 Regiões geográficas do Brasil segundo o IBGE #

De acordo com o IBGE, as cinco regiões geográficas do Brasil são: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. No SBUFRGS essas regiões são assim padronizadas:

Brasil, Região Centro-Oeste
Brasil, Região Nordeste
Brasil, Região Norte
Brasil, Região Sudeste
Brasil, Região Sul

4.3.4 Meso e microrregiões brasileiras segundo o IBGE #

Para efeitos deste Padrão, considere como meso e microrregiões as assim oficialmente designadas pelo IBGE.

Aos nomes das meso e microrregiões acrescente como qualificador geográfico a sigla do Estado e os termos Mesorregião ou Microrregião antecedidas de dois pontos.

Ex.:
Centro Ocidental Rio-grandense (RS : Mesorregião)
Centro Oriental Rio-grandense (RS : Mesorregião)
Jequitinhonha (MG : Mesorregião)
Nordeste Rio-grandense (RS : Mesorregião)
Noroeste Rio-grandense (RS : Mesorregião)
Serra do Teixeira (PB : Microrregião)
Sertão do Moxotó (PE : Microrregião)
Sudeste Rio-grandense (RS : Mesorregião)
Sudoeste Rio-grandense (RS : Mesorregião)

Para as meso e microrregiões é obrigatório o uso do campo 670, conforme exemplo:

151|a Cariri Ocidental (PB : Microrregião)
670|a IBGE. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/territorio>. Acesso em: 28 jul. 2017

4.3.5 Regiões metropolitanas #

Para as regiões metropolitanas acrescente a expressão Região Metropolitana de (do ou da) entre o seu nome e o qualificador geográfico.

Ex.:
Nova Iorque, Região Metropolitana de (Estados Unidos)
Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)
Rio de Janeiro, Região Metropolitana do (RJ)
Serra Gaúcha, Região Metropolitana da (RS)
Zona da Mata, Região Metropolitana da (AL)

Para regiões metropolitanas brasileiras, só use a expressão Região Metropolitana de (do ou da) quando estiverem oficialmente designadas pelo site Sidra do IBGE. É obrigatório o uso do campo 670, conforme exemplo:

151|a Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)
670|a IBGE. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/territorio>. Acesso em: 28 jul. 2017

4.3.6 Regiões de cidades #

Aos nomes de regiões de cidades acrescente a expressão Região de (do ou da) entre o nome da cidade e o qualificador geográfico.

Ex.:
Caxias do Sul, Região de (RS)
Teresina, Região de (PI)
Ushuaia, Região de (Argentina)

4.3.7 Regiões localizadas em um ou dois Estados no Brasil #

Para as regiões localizadas em um ou dois Estados no Brasil, entre diretamente pelo nome específico, acrescido da palavra Região. Acrescente a sigla do(s) Estado(s) como qualificador geográfico.

Ex.:
Campos de Cima da Serra, Região (RS)
Depressão Central, Região (RS)
Hortênsias, Região (RS)
Litoral Norte, Região (RS)
Metade Sul, Região (RS)
Rota Romântica, Região (RS)
Serra Gaúcha, Região (RS)
Uva e Vinho, Região (RS)
Vale do Jacuí, Região (RS)
Vale do Ribeira, Região (PR e SP)
Vale do Rio das Antas, Região (RS)
Vale do Rio dos Sinos, Região (RS)
Vale do Rio Pardo, Região (RS)
Vale do Taquari, Região (RS)
Vale dos Vinhedos, Região (RS)

Essas regiões são definidas por entidades oficiais, como IBGE, ministérios, secretarias, conselhos regionais etc. Para essas regiões é recomendado o uso do campo 670, conforme exemplos:

151|a Litoral Norte, Região (RS)
670|a IBGE. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/territorio#/N15/4301>. Acesso em: 23 jun. 2017

151 |a Vale dos Vinhedos, Região (RS)
670 |a Rio Grande do Sul. Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. Disponível em: <http://www.turismo.rs.gov.br/roteiro/36/rota-vale-dos-vi nhedos>. Acesso em: 17 mar. 2017 |b Localizado na Serra Gaúcha e inserido no encontro dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.

5 Nomes geográficos sem categoria administrativa #

São os nomes próprios de acidentes geográficos, que incluem grutas, ilhas, montanhas, lagos, planícies, oceanos, rios, etc., e os nomes de regiões baseadas nestas entidades, bem como cidades extintas, cidades da antiguidade, sítios arqueológicos.

5.1 Regras gerais #

Entre pelo nome geográfico seguido da denominação do tipo de acidente.

Ex.:
Contas, Rio de (BA)
Jaguanum, Ilha (RJ)
Rochosas, Montanhas (Estados Unidos e Canadá)

5.1.1 Língua e grafia #

Para os acidentes geográficos use a forma adotada pelas fontes de referência (dicionários, enciclopédias, atlas, cartas, site GeoNames, índice de nomes geográficos do IBGE, etc.).

Ex.:

NOME ESPECÍFICODESIGNAÇÃO GENÉRICAFORMA DE ENTRADA
AmazonasRioAmazonas, Rio
DoceRioDoce, Rio (MG e ES)
JaguanumIlhaJaguanum, Ilha (RJ)


Para os acidentes estrangeiros use o nome geográfico em língua portuguesa. Em caso de dúvida, use a forma vernacular. Sempre traduza para a língua portuguesa a palavra que indica o tipo de acidente.

Ex.:

VERNACULARLÍNGUA PORTUGUESAFORMA DE ENTRADA
Niagara FallsCataratas do NiágaraNiágara, Cataratas (Estados Unidos e Canadá)
Rocky MountainsMontanhas RochosasRochosas, Montanhas (Estados Unidos e Canadá)

5.1.2 Acidente geográfico em um local #

Para acidentes geográficos localizados no Brasil, acrescente a sigla do Estado como qualificador. Para acidentes geográficos estrangeiros, acrescente o nome do país por extenso como qualificador.

Ex.:
Aconcágua, Monte (Argentina)
Atacama, Deserto (Chile)
Carajás, Serra dos (PA)
Costeira, Planície (RS)
Grande, Ilha (RJ)
Gravataí, Rio (RS)
Krakatoa, Ilha (Indonésia)
Lange, Geleira (Antártica)
Missouri, Rio (Estados Unidos)
Pardo, Rio (RS)
Tâmisa, Rio (Inglaterra)
Taquarembó, Platô de (RS)
Tietê, Rio (SP)

5.1.3 Acidente geográfico em dois locais #

Se o acidente geográfico abrange dois locais, indique os qualificadores geográficos, em ordem alfabética, ligados pela conjunção “e”. Porém, se o acidente for localizado predominantemente em uma das localidades, acrescente em primeiro lugar esta localidade. Para rios em dois locais, indique os qualificadores geográficos, na seguinte ordem: lugar onde o rio nasce e onde deságua, ligados pela conjunção “e”.

Ex.:
Aimorés, Serra dos (ES e MG)
Biscaia, Baía de (Espanha e França)
Doce, Rio (MG e ES)
Eire, Lago (Canadá e Estados Unidos)
Gobi, Deserto (China e Mongólia)
Guaporé, Rio (Brasil e Bolívia)

5.1.4 Acidente geográfico em mais de dois locais #

Se o acidente geográfico abrange mais de dois locais, não use o qualificador geográfico. É obrigatório o uso do campo 667 com a nota: Acidente em mais de dois locais.

Ex.:
Andes, Cordilheira dos
Mar, Serra do
Mediterrâneo, Mar
Paraíba do Sul, Rio
Saara, Deserto

5.1.5 Acidente geográfico fora do continente #

Não qualifique acidentes geográficos que se localizam fora do continente a que pertencem. Nesses casos é recomendado o uso do campo 670, conforme exemplos:

Ex.:
151 |a Bouvet, Ilha
670 |a Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_Bouvet>. Acesso em: 23 jun. 2017 |b A iIlha Bouvet é uma possessão norueguesa na extremidade sul do oceano Atlântico.

5.1.6 Homônimos em acidentes geográficos #

No caso de homônimos em acidentes geográficos brasileiros, acrescente a cidade antecedendo a indicação da sigla do Estado. Para nomes estrangeiros, acrescente a categoria administrativa menor, antecedendo o nome do país.

Ex.:
Blackwater, Rio (Essex, Inglaterra)
Blackwater, Rio (Hampshire e Berkshire, Inglaterra)
Laje, Serra (Cajuru, SP)
Laje, Serra (Nazaré Paulista, SP)

5.2 Regras específicas #

São incluídas aqui áreas associadas a rios, bacias sedimentares, cidades extintas, cidades da antiguidade, sítios arqueológicos.

5.2.1 Áreas associadas a rios #

Acrescente à entrada básica do rio as palavras bacia ou microbacia (bacias hidrográficas), delta ou estuário antecedendo o qualificador geográfico, quando houver. Qualifique estuários e deltas localizando-os geograficamente.

Ex.:

ENTRADA BÁSICAÁREA ASSOCIADA
Araguaia, RioAraguaia, Rio, Bacia
Itapuã, Arroio (RS)Itapuã, Arroio, Microbacia (RS)
Nilo, Rio (Sudão e Egito)Nilo, Rio, Delta (Egito)
Sinos, Rio dos (RS)Sinos, Rio dos, Bacia (RS)

5.2.2 Regiões de acidentes geográficos #

Indique as regiões dos acidentes geográficos acrescentando a expressão Região da(s) ou do(s), após a designação genérica.

Ex:

ENTRADA BÁSICAÁREA ASSOCIADA
Aimorés, Serra dos (ES e MS)Aimorés, Serra dos, Região da (ES e MG)
Cáspio, MarCáspio, Mar, Região do
Rochosas, Montanhas (Estados Unidos
e Canadá)
Rochosas, Montanhas, Região das
(Estados Unidos e Canadá)

5.2.3 Bacias sedimentares #

Para as bacias sedimentares use o termo Bacia sedimentar de (do ou da), após o nome próprio, seguido do seu qualificador.

Ex.:
Campo Alegre, Bacia sedimentar de (SC)
Campos, Bacia sedimentar de (RJ)
Foz do Amazonas, Bacia sedimentar da (AP e PA)
Recôncavo, Bacia sedimentar do (BA)

5.2.4 Cidades, províncias, estados, etc. extintos #

Acrescente aos nomes geográficos o qualificador Cidade extinta, Província extinta, etc., conforme o caso.

Ex.:
Quilombo dos Palmares (Quilombo extinto)
Tróia (Cidade extinta)

5.2.5 Roma #

Acrescente ao nome geográfico Roma o qualificador Cidade antiga quando o documento tratar da época antiga. Quando o documento tratar da época atual, use o qualificador Itália.

Ex.:
Roma (Cidade antiga)
Roma (Itália)

5.2.6 Sítios arqueológicos #

Acrescente ao nome do sítio a expressão Sítio arqueológico, antecedendo o qualificador geográfico. Use a forma do nome mais encontrada nas fontes de referência.

Para sítios arqueológicos estrangeiros use o nome do país como qualificador. Para os nacionais use o nome da cidade e a sigla do Estado.

Ex.:
Corondó, Sítio arqueológico (São Pedro da Aldeia, RJ)
Palenque, Sítio arqueológico (México)
Qumrãn, Sítio arqueológico (Israel)

6 Acidentes topográficos artificiais #

São denominados acidentes topográficos artificiais as construções e os lugares criados pelo homem, tais como rodovias, túneis, pontes, parques, praças, reservas, cemitérios, portos, aeroportos, etc.

6.1 Parques, praças, reservas, etc. #

São tratados aqui parques públicos e privados de qualquer tipo, praças, unidades de conservação da natureza, áreas naturais, reservas naturais, florestas e reservas florestais.

6.1.1 Língua e grafia para nomes estrangeiros #

Use a forma vernacular, a menos que o nome em língua portuguesa seja mais conhecido e assim apareça em fontes de referência.

Ex.:
Parco Nacional del Criceo (Itália)
Parque Nacional de Yellowstone (Estados Unidos)
Parque Nacional Torres del Paine (Chile)

6.1.2 Parques nacionais e unidades de conservação #

Entre diretamente pelos seus nomes próprios, qualificando-os com a sigla do(s) Estado(s), ou com o nome do país, no caso de nomes estrangeiros. Para identificar o nome de parques e unidades de conservação do Brasil, consulte o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação do Ministério do Meio Ambiente.

Ex.:
Estação Ecológica do Taim (RS)
Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ)
Parque Nacional da Tijuca (RJ)
Parque Nacional de Itatiaia (RJ e MG)
Parque Nacional los Glaciares (Argentina)

6.1.3 Parques e praças em cidades #

Entre diretamente pelos seus nomes próprios. Para nomes brasileiros use como qualificador o nome da cidade e a sigla do Estado. Para nomes estrangeiros use como qualificador o nome da cidade e o nome do país.

Ex.:
Central Park (Nova lorque, Estados Unidos)
Parque André Citroën (Paris, França)
Parque Marinha do Brasil (Porto Alegre, RS)
Praça da Bandeira (Rio de Janeiro, RJ)

6.2 Assentamentos, reservas e terras indígenas, comunidades quilombolas #

Entre diretamente pelos seus nomes próprios. Acrescente, ao nome do acidente, a(s) cidade(s) e a(s) sigla(s) do(s) Estado(s) como qualificador. Para acidentes situados em mais de dois locais acrescente a sigla do Estado como qualificador.

Ex.:
Assentamento Nova Esperança (Canguçu, RS)
Assentamento Nova Palmares (Conceição do Coité, BA)
Comunidade Quilombola do Limoeiro (Palmares, RS)
Comunidade Quilombola Morro Alto (Osório e Maquiné, RS)
Reserva Indígena do Ligeiro (Charrua, RS)
Terra Indígena de Serrinha (RS)
Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR)

6.3 Complexos arquitetônicos (aeroportos, portos, cemitérios, ginásios de esportes, palácios, conjuntos residenciais, condomínios, usinas, etc.) #

São incluídos aqui os conjuntos de edifícios e/ou ambientes construídos, reunidos em um único local, com denominação própria [Caso o nome próprio não defina o tipo de construção (cemitério, palácio, porto, ginásio, etc.), esta informação pode ser incluída no campo 650.] e que formam um complexo
arquitetônico.

Entre diretamente pelos seus nomes próprios.

6.3.1 Complexos arquitetônicos brasileiros #

Para os complexos arquitetônicos brasileiros, acrescente como qualificador geográfico o nome da cidade seguido da sigla do Estado.

Ex.:
Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre, RS)
Barra Shopping Sul (Porto Alegre, RS)
Cemitério Parque Jardim da Paz (Porto Alegre, RS)
Centro Internacional SARAH de Neurorreabilitação e Neurociências (Rio de Janeiro, RJ)
Condomínio Saquarema (Porto Alegre, RS)
Conjunto Residencial Alphaville (Porto Alegre, RS)
Ginásio de Esportes Tesourinha (Porto Alegre, RS)
Palácio das Laranjeiras (Rio de Janeiro, RJ)
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (Porto Alegre, RS)
Usina Hidrelétrica de Sobradinho (Sobradinho e Casa Nova, BA)

6.3.2 Complexos arquitetônicos estrangeiros #

Para os complexos arquitetônicos estrangeiros, além do nome da cidade, acrescente o nome do país.

Ex.:
Palácio Versalhes (Versalhes, França)
Taj Mahal (Agra, Índia)

6.3.3 Complexos arquitetônicos localizados em dois países #

Para complexos arquitetônicos localizados em dois países acrescente o nome das cidades seguido do respectivo país.

Ex.:
Eurotúnel (Folkestone, Inglaterra e Coquelles, França)
Usina Hidrelétrica de Itaipu (Foz do Iguaçu, Brasil e Hernandarias, Paraguai)

6.4 Construções unitárias (pontes, viadutos, barragens, represas, edifícios, monumentos, túneis, canais, museus, bibliotecas, etc.) #

São incluídas aqui as construções unitárias e com denominação própria. Entre pelo seu nome específico, seguido da denominação do tipo de construção, em língua portuguesa.

6.4.1 Construções unitárias brasileiras #

Para as construções brasileiras, acrescente como qualificador geográfico o nome da cidade seguido da sigla do Estado.

Ex.:
Banco do Brasil, Edifício (Pelotas, RS)
Barra Bonita, Barragem (Barra Bonita, SP)
Biblioteca Nacional, Edifício (Rio de Janeiro, RJ)
Casa de Cultura Mário Quintana, Edifício (Porto Alegre, RS)
Chá, Viaduto do (São Paulo, SP)
Clube do Comércio, Edifício (Porto Alegre, RS)
Conceição, Túnel da (Porto Alegre, RS)
Fundação Iberê Camargo, Edifício (Porto Alegre, RS)
Glória, Largo da (Rio de Janeiro, RJ)
Igreja São Francisco, Edifício (Salvador, BA)
Laçador, Monumento (Porto Alegre, RS)
Lobo, Represa do (Brotas e Itirapina, SP)
Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Edifício (Porto Alegre, RS)
Presidente Costa e Silva, Ponte (Niterói e Rio de Janeiro, RJ)
Rio Negro, Ponte (Manaus e Iranduba, AM)

6.4.2 Construções unitárias estrangeiras #

Para as construções estrangeiras, acrescente como qualificador geográfico o nome da cidade seguido do país. Quando a construção estiver localizada em mais de duas cidades, use como qualificador o nome do país.

Ex.:
Eiffel, Torre (Paris, França)
Liberdade, Estátua (Nova Iorque, Estados Unidos)
Panamá, Canal do (Panamá) Suez, Canal de (Egito)

6.4.3 Construções unitárias localizados em dois países #

Para construções localizadas em dois países, acrescente como qualificador geográfico o nome das cidades seguido do respectivo país.

Ex.:
Binacional Wilson Pinheiro, Ponte (Brasiléia, Brasil e Cobija, Bolívia)
Internacional da Amizade, Ponte (Foz do Iguaçu, Brasil e Ciudad del Leste, Paraguai)
Monte Branco, Túnel (Chamonix, França e Courmayer, Itália)

6.5 Ruas, avenidas, travessas, becos, etc. #

Estão incluídos aqui os logradouros brasileiros e estrangeiros.

6.5.1 Logradouros brasileiros #

Entre pelo nome próprio do logradouro, seguido da denominação do seu tipo. Acrescente como qualificador geográfico o nome da cidade seguido da sigla do Estado.

Para identificar os nomes de logradouros consulte o site dos Correios.

Ex.:
Atlântica, Avenida (Rio de Janeiro, RJ)
Bento Gonçalves, Avenida (Porto Alegre, RS)
Carazinho, Rua (Porto Alegre, RS)
Ouvidor, Rua do (Rio de Janeiro, RJ)
Ouvidor, Travessa do (Rio de Janeiro, RJ)

6.5.2 Logradouros estrangeiros #

Entre diretamente pelos seus nomes próprios. Acrescente como qualificador geográfico o nome da cidade seguido do nome do país.

Ex.:
Avenida La Paz (Madri, Espanha)
Calle Florida (Buenos Aires, Argentina)
Wall Street (Nova Iorque, Estados Unidos)

6.6 Rodovias #

Estão incluídas aqui as rodovias brasileiras e estrangeiras.

6.6.1 Rodovias brasileiras #

Entre pelo nome da rodovia, seguido da denominação do tipo de acidente e do qualificador. Para identificar o nome das rodovias federais brasileiras e os seus respectivos trechos com denominação específica, consulte o Ministério dos Transportes e/ou lista de rodovias do Brasil.

Ex.:
BR-116. Presidente Dutra, Rodovia (RJ e SP)
BR-116. Régis Bitencourt, Rodovia (PR e SP)
BR-230. Transamazônica, Rodovia

Os trechos específicos devem ser descritos no campo 667, na entrada autorizada para o nome geográfico como assunto.

Ex: Documento que trata da rodovia Régis Bitencourt deve ser assim representado no catálogo de autoridades para nomes geográficos como assunto:

151 |a BR-116. Régis Bitencourt, Rodovia (PR e SP)
BIB |a ENG
667 |a Trecho da BR-116 entre São Paulo e Curitiba.

Ex.: Documento que trata da rodovia Presidente Dutra deve ser assim representado no catálogo de autoridades para nomes geográficos como assunto:

151 |a BR-116. Presidente Dutra, Rodovia (RJ e SP)
BIB |a ENG
667 |a Trecho da BR-116 que inicia no Trevo das Margaridas (RJ) e termina no acesso à Marginal Tietê (SP).

6.6.2 Rodovias estrangeiras #

Entre diretamente pelos seus nomes próprios, acrescentando como qualificador geográfico o nome do(s) país(es).

Ex.:
Autostrada dei Brennero (Itália e Áustria)
Carretera Transpeninsular Benito Juarez (México)
Interstate 77 (Estados Unidos)
Via Salermo (Itália)

6.7 Estradas de ferro e ferrovias #

Entre diretamente pelo seu nome, seguido da denominação, Estrada de ferro ou Ferrovia, conforme o caso. Acrescente como qualificador geográfico a sigla do Estado, exceto quando a ferrovia estiver localizada em mais de dois Estados.
Ex.:
Aço, Ferrovia do (MG e RJ)
Central do Brasil, Estrada de ferro
Madeira-Mamoré, Estrada de ferro (RO)

Referências #

BRASIL. Tesouro Nacional. Glossário do Tesouro Nacional (Brasil). Disponível em: <http://www.tesouro.gov.br/pt/-/glossario>. Acesso em: 04 ago. 2017.

DICIONÁRIO da língua portuguesa on-line. Lisboa: Priberam Informática, 1998. Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx>. Acesso em: 04 ago. 2017.

ENCICLOPÉDIA do mundo contemporânea. 3.ed. São Paulo : Publifolha : Rio de Janeiro: Terceiro Milênio, 2002.

GASPAR, Joaquim Alves. Dicionário de ciências cartográficas. 2.ed. Lisboa: Lidel, 2008.

GUERRA, Antônio Teixeira; GUERRA, Antonio José Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico. 2.ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2001.

GUIDE d`indexation RAMEAU. 5. éd. Montpllier: Bibliothèque Nationale de France, 1999. 2 v.

HOUAISS, Antônio. Dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sistema IBGE de recuperação automática – SIDRA. Rio de Janeiro: IBGE, [1996?]. Disponível em: < https://sidra.ibge.gov.br/territorio />. Acesso em: 04 ago. 2017.

INSTITUTO DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE. Glossário de zonas húmidas. Lisboa: ICNB, 2007. Disponível em: <http://www.icnf.pt/portal/agir/resource/doc/sab-ma/zh/gloss-ZH>. Acesso em 04 ago 2017.

RAJA GABAGLIA, Guilherme Pederneiras; FIGUEIREDO, Antônio Manuel Ferreira de. Evolução dos conceitos acerca das classificações de bacias sedimentares. In: RAJA GABAGLIA, Guilherme Pederneiras; MILANI, Edison José. (Coords.). Origem e evolução de bacias sedimentares. 2.ed. Rio de Janeiro, RJ. Petrobras, 1991. p. 42-43.

KRIEGER, Maria da Graça et al. (Org.) Dicionário de direito ambiental: terminologia das leis do meio ambiente. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1998.

LIMA-E-SILVA, Pedro Paulo de. Dicionário brasileiro de ciências ambientais. 2.ed. Rio de Janeiro: Thex, 2002.

MAGLIOCCA, Argeu. Glossário de oceanografia. São Paulo: Nova Stella, 1987.

MAROUN, Maria Célia dos Santos; NEVES, Maria de Lourdes Therezinha Pacheco. Nomes geográficos: normas para indexação. Rio de Janeiro: IBGE, 1996. (Documentos para disseminação. Fontes de documentação, 2).

PROGRAMA REVIZEE. Avaliação do potencial sustentável de recursos vivos na Zona Econômica Exclusiva do Brasil: relatório executivo. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2006.

SIMÕES, Jefferson Cárdia. Glossário da língua portuguesa da neve, do gelo e termos correlatos. Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro, v. 4, p. 119-154, 2004.

SISTEMA DE METEOROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS DO ESTADO DE GOIÁS. Dicionário hídrico. Goiás. Disponível em: <http://www.simehgo.sectec.go.gov.br/dicionario/index.html>. Acesso em: 04 ago. 2017.

SUGUIO, Kenitiro. Dicionário de geologia sedimentar e áreas afins. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

UNITED NATIONS GROUP OF EXPERTS ON GEOGRAPHICAL NAMES. Glossary of terms for the standardization of geographical names. New York: United Nations, 2002. Disponível em: <http://ksng.gugik.gov.pl/pliki/glossary_of_terms_PL.pdf>. Acesso em: 04 ago. 2017.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE BRASÍLIA. Instituto de Geociências. Glossário geológico ilustrado. Brasília. Disponível em<http://sigep.cprm.gov.br/glossario/>.Acesso em: 04. ago. 2017.

Glossário #

Acidente geográfico: É uma entidade diferenciada no relevo da Terra, ou seja, na formação de solos continentais e costeiros. E cada uma destas diferenças recebe um nome distinto. (Ver também Acidente topográfico)

Acidente topográfico: Objeto concreto, fixo e permanente, da superfície terrestre. Os acidentes topográficos podem ter origem natural, como os relativos ao relevo e à hidrografia, ou artificial, como as estradas e outras construções. O conjunto dos acidentes topográficos de uma região terrestre designa-se por topografia dessa região. Não são acidentes topográficos as entidades de caráter abstrato, como os
limites administrativos e as fronteiras, bem como a informação específica de uma carta temática. (Ver também Acidente geográfico)

Antártida ver Antártica

Antártica: (anti + arctico). A Antártica, o continente gelado, é o mais meridional dos continentes e um dos menores, com 14 milhões de km². Centrado no Pólo Sul, está quase completamente coberto por um espesso manto de gelo, exceção feita a algumas zonas de elevado declive nas cadeias montanhosas e à extremidade norte da Península Antártica.

Área (da carta)/(da folha): A parte da folha de uma carta que é delimitada pela esquadria, e onde está impressa a informação cartográfica propriamente dita.

Arraial: Povoação de caráter temporário, geralmente formada em função de certas atividades extrativas, como a lavra de minérios, ou de metais raros, etc.; pequena aldeia, lugarejo.

Arroio: Pequena corrente de água seja ou não permanente; regato.

Assentamento (jur): Especificação de terras devolutas ou desapropriadas com finalidade de nela se fixarem camponeses sem terra; para o INCRA, é uma Unidade de Reforma Agrária.

Atol: Recife de coral com forma circular que cresce sobre um alto-fundo submarino, podendo dar origem a uma ilha com uma lagoa rasa no centro.

Bacia fluvial ver Bacia hidrográfica

Bacia hidrográfica: Conjunto de terras drenadas por um rio coletor principal e seus tributários, inclusive suas nascentes; a noção de bacia hidrográfica obriga naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores d’água, cursos d’água principais, afluentes, subafluentes etc.

Bacia sedimentar: Depressão onde se acumulam sedimentos ou depósitos das águas circunjacentes; bacia de deposição.

Baía: Reentrância fechada do mar na costa marinha com a forma de um golfo fechado, geralmente de dimensões menores do que este, e alargando-se à medida que adentra o continente; entrada do mar sobre a costa de um continente, com uma abertura estreita.

Balneário: Referente a banho, local público destinado a banhos, aproveitado para descanso e lazer. Não é acidente geográfico.

Banhado: Pântano coberto de vegetação; brejo, charco.

Barra (geo): Acúmulo de material na desembocadura de cursos d’água no ponto de equilíbrio das correntes hídricas.

Braço (geo): Porção de mar que penetra numa abertura funda e relativamente estreita na costa; estreito.

Brejo: Terreno alagadiço, lodoso; pântano.

Cabo (geo): É um acidente geográfico formado por uma massa de terra que se estende por um oceano ou mar que lhe está adjacente.

Canal (geo): Conduto aberto artificial; é uma passagem escavada na terra por onde se conduz a água para conectar dois rios, lagos ou mares; também é um estreitamento natural do mar; sulco ou vala corrida, natural ou artificial, por onde corre água; estreita extensão de mar que, penetrando na terra, liga dois mares ou dois pontos do mesmo mar; estreito.

Cataratas: As cataratas são uma série de saltos d’água, ou cascatas, de altura considerável.

Cerro: No sentido geográfico possui dois significados: O primeiro é sinônimo de colina. O segundo uma colina pequena e penhascosa, geralmente de forma tabular.

Chapada: Como que uma meseta, porém de maiores dimensões. Um exemplo é a Chapada dos Guimarães, sobre a qual fica o município de Chapada dos Guimarães; um tipo de formação geológica com paredes quase a prumo e topo plano, tipo uma mesa; formação rochosa elevada acima de 600 metros que possue uma porção bem plana na parte superior.

Comarca: No Brasil, é termo jurídico que designa uma divisão territorial específica, que indica os limites territoriais da competência de um determinado juiz ou Juízo de primeira instância. Assim, pode haver comarcas que coincidam com os limites de um município, ou que os ultrapasse, englobando vários pequenos municípios. Nesse segundo caso, teremos um deles que será a sede da comarca, enquanto que os outros serão distritos deste, somente para fins de organização judiciária; o território ou circunscrição territorial em que exerce sua jurisdição o juiz de direito.

Comunidade Quilombola: Reserva de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecida e legalizada juridicamente.

Cordilheira: É um grande sistema de montanhas resultando geralmente do encontro de duas placas tectônicas que muitas vezes lançam ramos ou cadeias de montanhas secundárias.

Córrego: Fenda ou sulco aberto na terra pelas águas correntes; pequeno rio com fluxo de água bastante tênue; riacho.

Coxilha: É uma colina localizada em regiões de campos, podendo ter pequena ou grande elevação, em geral coberta de pastagem.

Delta: Conjunto de ilhas, na desembocadura de um rio.

Dependência territorial: Território dependente, área dependente ou dependência é um território que não goza de independência política ou soberania total como um Estado soberano, mas, no entanto, permanece politicamente subordinado ao Estado de que detém o poder e autoridade máxima. Uma dependência distingue-se de outras entidades subnacionais no sentido que não constitui parte integrante do território do Estado que a governa.

Depressão: Grandes extensões de terra situadas abaixo do nível do mar.

Desaguadouro: Lugar para onde e/ou por onde se escoam águas.

Desfiladeiro: Passagem apertada entre os contrafortes de uma serra ou cadeia de montanhas; garganta, passo.

Designação genérica: O mesmo que Elemento genérico.

Deserto: Deserto é uma região em que ocorre pouca quantidade de chuva, a umidade é muito baixa e pouca vegetação se desenvolve. O solo do deserto é pouco fértil e formado, principalmente, por areia e rochas. A amplitude térmica nos desertos é muito elevada.

Elemento específico: parte de um nome geográfico que não constitui um termo genérico e que o distingue de outros da mesma classe de acidentes. Ex.: Rio Negro, Port Elizabeth.

Elemento genérico: parte de um nome geográfico formado por um termo genérico. Ex.: Sierra Nevada, New Port. O mesmo que Designação genérica.

Elemento genérico falso: Elemento genérico que não indica a classe de acidente do nome geográfico. Ex.: Mount Isa; Redhill e Rio de Janeiro são todos lugares povoados e não uma montanha, uma colina ou um rio, respectivamente.

Enseada: Reentrância aberta da costa em direção ao mar, geralmente limitada por dois promontórios (porções mais elevadas).

Entrada básica: entrada padronizada de um nome geográfico.

Esplanada: O mesmo que Largo

Estreito (geo): Passagem estreita entre duas faixas de terra, pela qual se comunicam dois mares; canal de água que une dois corpos aquosos e separa duas massas de terra.

Estuário: Um estuário é a parte de um rio que se encontra em contato com o mar. Por esta razão, um estuário sofre a influência das marés e possui tipicamente água salobra. ; É um corpo de água semifechado, com uma conexão livre com o oceano aberto no interior do qual a água do mar é diluída de uma forma mensurável, com a água doce drenada da terra. Essa definição inclui baías, fiordes e lagoas.

Falha (geo): Ruptura ou cisão de um bloco de rochas ou faixas estreitas da superfície que é responsável pelo deslocamento de suas partes. O acúmulo de energia e a eventual liberação desta em zonas de falhas geológicas é um dos fatores responsáveis pela ocorrência dos terremotos.

Fiorde: É uma entrada estreita e profunda entre montanhas, como resultado da penetração do mar onde antes havia uma geleira.

Fisiografia: Estudo da origem e da evolução das formas do terreno. A palavra é derivada do grego physis (natureza) e graphein (descrição).

Foz: Local onde um rio deságua. Pode ser no mar, num lago ou num outro rio. A forma da foz pode ser classificada em dois tipos: estuário e delta.

Geleira: Massa de neve e gelo que desce das montanhas. É formado nas grandes alturas pela acumulação de neve que nunca chega a derreter. Depois, desloca-se, muito lentamente, para baixo. O mesmo que Glaciar.

Geografia: Ciência que tem por objeto a descrição da terra e em particular o estudo dos fenômenos físicos, biológicos e humanos que nela ocorrem.

Geologia: É a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma.

Glaciar ver Geleira

Golfo: É uma porção muito ampla do mar que avança sobre a terra. A abertura é mais ampla que a de uma baía.

Igarapé: Riacho que nasce na mata e deságua no rio; canal natural estreito e navegável por pequenas embarcações, que se forma entre duas ilhas fluviais ou
entre uma ilha fluvial e a terra.

Istmo: É uma faixa de terra que une dois continentes ou uma península com um continente.

Lago: Massa continental de água superficial de extensão considerável; acumulação permanente de águas em grande extensão numa depressão de terreno fechada.

Lagoa: Depressão de pequena profundidade contendo água doce ou salgada; pequeno lago; charco.

Laguna: Braço de mar de pouca profundidade, que se situa entre bancos de areia ou ilhas, na embocadura de certos rios; depressão formada por água salobra ou salgada, localizada na borda litorânea comunicando-se com o mar através de canal.

Largo: Espaços que suportam intensa circulação de pedestres. No Brasil, estes espaços conhecidos por largos correspondem à idéia que se tem de praça em países como a Itália, a Espanha e Portugal. Neste sentido, um largo é considerado uma “praça seca”.

Litoral: É um termo que designa a faixa de terra junto à costa marítima, junto ao oceano que engloba cerca de 50 km para o interior.

Mangue: Terreno baixo junto à costa sujeito às inundações das marés.

Manguezal ver Mangue

Manto de Gelo: uma massa de neve e gelo com grande espessura e área maior do que 50.000 Km². Atualmente só existem dois mantos de gelo na Terra: Antártico (13,9 milhões de Km²) e Groenlandês (1,7 milhões de Km²).

Microbacia: Pequena bacia hidrográfica que pode ter uma área que varia de 1 a 20 Km², sendo geralmente de 2° ou no máximo 3° ordem. Faz em parte necessariamente de outras bacias maiores.

Montanha: Elevação considerável do solo acima do nível das águas do mar; série de montes.

Monte: Elevação considerável de terreno acima do solo circunjacente, menos extensa e menos alta do que a montanha; morro.

Morro: Monte de pouca altura.

Nome geográfico: Nome geográfico próprio de região, cidade, rio etc. O mesmo que Nome geográfico.

Nome próprio (Geo) ver Nome geográfico

Oriente: O lado do horizonte onde nasce o sol. Onde nasce o sol, este, leste, nascente. O lado direito de um mapa ou uma carta.

Oriental ver Oriente

Ocidente: O lado do horizonte onde o sol parece esconder-se; oeste, poente, ocaso. Lado esquerdo de um mapa ou de uma carta geográfica.

Ocidental ver Ocidente

Pampa: É um nome de origem quechua genericamente dado à região pastoril de planícies entre o Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, as províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes e a República Oriental do Uruguai caracteriza por uma vegetação composta por gramíneas, como capins, jaraguá, mimoso. Sua fauna tem veados, pica-paus, caturritas, anus pretos.

Pântano: Terreno plano, constituindo baixadas inundadas junto aos rios.

Paróquia: Na Igreja Católica a definição de paróquia é dada pelo Código de Direito Canônico que declara: « Paróquia é uma determinada comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, e seu cuidado pastoral é confiado ao pároco como a seu pastor próprio, sob a autoridade do Bispo diocesano. » (Cân. 515 § 1º). Determina ainda o direito canônico que « toda diocese ou outra Igreja particular seja dividida em partes distintas ou paróquias. » (Cân. 374 § 1º). Em geral as paróquias são circunscrições eclesiásticas territoriais que compreendem todos os fiéis de um determinado território.

Passo: O mesmo que Desfiladeiro.

Península: Porção de terra que sobressai amplamente do continente. Está rodeada em sua maior parte pelo mar.

Planalto: Extensão de terrenos mais ou menos planos, situados em altitudes variáveis; superfície elevada e plana ou com poucas ondulações entalhada por vales encaixados, o que supõe uma certa altitude acima do nível do mar.

Platô: O mesmo que Planalto.

Pontal: Ponta de terra que entra um pouco no mar, acima do nível da água.

Possessão territorial ver Dependência territorial

Praça: é qualquer espaço público urbano livre de edificações e que propicie convivência e/ou recreação para seus usuários. No Brasil, a idéia de praça normalmente está associada à presença de ajardinamento.

Praia: Faixa de terra em declive suave coberta de areia, terra ou cascalho que confina com o mar, lagoa ou rio. Ex. Lami, Praia (RS)

Região: Uma região pode ser qualquer área geográfica que forme uma unidade distinta em virtude de determinadas características. Em termos gerais, costumam, mas não necessariamente, ser menores que um país; Território caracterizado por uma certa identidade de aspectos comuns que englobam não apenas as
condições gerais de clima e posição mas ainda as particularidades da natureza e do relevo do solo, o manto vegetal e as marcas da presença humana que transmitem o sentimento de não se sair da mesma terra; (Adm.): Para os efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais.

Reserva indígena: São terras doadas por terceiros, adquiridas ou desapropriadas pela União, que se destinam à posse permanente dos povos indígenas. São terras que também pertencem ao patrimônio da União, mas não se confundem com as terras de ocupação tradicional.

Restinga: Faixa de areia, geralmente estreita, que separa corpos d’água costeiros do oceano. Uma das maiores e mais famosas no Brasil é a Restinga de Marambaia.

Riacho: Pequeno rio; regato.

Ribeirão: Curso de água maior que um regato, mas menor que um rio.

Rio: Curso de água de grande dimensão que serve de canal natural para a drenagem de uma bacia.

Saco (geo)|: Termo descritivo usado para designar certo tipo de reentrância do litoral, caracterizado pela estreiteza da boca e largura da parte interior.

Sanga: Curso de água muito pequeno; córrego que seca facilmente; escavação produzida na terra pela chuva ou por águas subterrâneas.

Sangradouro (geo): Canal, sulco pelo qual se desvia parte da água de um rio, de uma fonte ou na barragem de um açude ou represa, pelo qual escoa a água excessivamente acumulada.

Serra (geo): Vocábulo usado de maneira ampla para terrenos acidentados com fortes desníveis, frequentemente aplicados a escarpas assimétricas, possuindo uma vertente abrupta e outra menos inclinada.

Sub-bacia ver Microbacia

Termo genérico: nome comum que descreve um acidente topográfico em função de suas características e não por seu nome. Ex.: montanha, rio, edifício etc. Pode formar parte de um nome geográfico.

Terra indígena: São as terras indígenas de que trata o art. 231 da Constituição Federal de 1988, direito originário dos povos indígenas, cujo processo de demarcação é disciplinado pelo Decreto n.º 1775/96.

Nome geográfico: Nome próprio de um lugar ou objeto representado numa carta, incluindo os relativos ao relevo, hidrografia, centros populacionais e divisões políticas e administrativas. O mesmo que Nome geográfico.

Topografia: É a ciência que estuda todos os acidentes geográficos definindo a situação e a localização de uma área em geral. Tem a importância de definir as medidas de área, locação, loteamento, variações de nível e cubagem de terra. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas, sendo utilizado o termo geodésia quando se fala de áreas maiores.

Unidade administrativa: Segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária anual não consigna recursos e que depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.

Vale (geo): É um acidente geográfico cujo tamanho pode variar de uns poucos quilômetros quadrados a centenas ou mesmo milhares de quilômetros quadrados de área. É tipicamente uma área de baixa altitude cercada por áreas mais altas, como montanhas ou colinas.

Várzea: Terreno baixo e mais ou menos plano, à margem de um rio ou ribeirão; vale.

Vazante: Várzea temporariamente alagada pela enchente, ao longo de um rio à beira de lagoas ou de outras aguadas.

Zona Econômica Exclusiva: Espaço marítimo compreendido entre 12 e 200 milhas náuticas a partir da costa, conforme determinações da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar em vigor desde 1994.